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domingo, 1 de novembro de 2009

A inutilidade das marcas externas


A grande maioria das pessoas trazem no corpo alguma marca, às vezes mais de uma, que identificam ações ou acontecimentos do passado. Eu mesmo trago na coxa uma grande cicatriz produzida por um prego, quando aos 8 anos de idade corria por um beco da casa de um amigo vizinho. Essas marcas produzem lembranças que marcaram definitivamente a nossa vida. Os judeus do sexo masculino traziam em si a marca da aliança que Deus fez com Abraão. Trata-se da circuncisão que era realidade em todo menino judeu ao oitavo dia de nascido. Devemos lembrar que essa marca era produzida pelos pais, e que a criança só tomaria conhecimento do significado dela vários anos depois. Isto acontecia por ser uma marca externa, algo que não fora acompanhado por uma transformação consciente ou experiência interna. Entretanto, o povo judeu se vangloriava por ter tal marca, e chegava a alegar prioridades e privilégios diante de Deus por ter todos os homens circundados. A carta de Paulo aos Romanos 2:26-29 traz um alerta muito sério contra alegações de ações externas que produziriam supostos privilégios espirituais.
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1 - As marcas no corpo e a Lei
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Já somos sabedores que a circuncisão foi estabelecida por Deus como um símbolo de sua íntima participação na vida do seu povo. Além disso, o local reservado para a marca, também significa individualidade e privacidade, pois tratava-se de um relacionamento pessoal. Ser povo da aliança implicava em ter a graça de ter acesso a lei que Deus havia dado através de Moisés. O desejo de Deus era e é que o Seu povo conhecesse e obedecesse à Sua vontade. A marca externa no corpo, os rituais e as exigências estabelecidas eram memoriais para o povo servir a Deus, continuamente. Lamentavelmente, os judeus passaram a dar mais importância à marca física do que à obediência da lei, fazendo o exterior mais importante que o interior. Esse grande equívoco pode também nos atingir hoje. Você pode ser tentado a achar que o fato de freqüentar a igreja, ter uma bíblia exposta na sala da sua casa, ou qualquer outra ação externam seja o que Deus deseja para você. Ter marcas externa não é um erro, porém achar que elas são suficientes para agradar a Deus é um grave e sério erro.
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2 - Marcas em não cristãos condenando cristãos
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Pode lhe soar estranho, mas o Apóstolo Paulo advertia aos judeus que eles conhecendo a lei não a obedeciam, enquanto que os não judeus, mesmo sem marcas externas, obedeciam (Rm 2:27). Tal argumentação visava deixar explícito que o obedecer a vontade de Deus é o mais importante. Assim, Deus se agrada daqueles que praticam a sua vontade, e mais, quem a pratica rejeita quem a desobedece. Este é um quadro triste e vergonhoso. Há pessoas que não conhecem a bíblia, como muitos cristãos conhecem, pessoas que não foram marcados pelos costumes evangélicos, entretanto vivem de maneira mais sadia que alguns que se declaram marcados por Deus. O que irá acontecer? Paulo responde: “Assim, vocês, judeus (cristãos), serão condenados pelos não judeus (não cristãos)” Rm 2:27.
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3 - Marcas internas produzidas pelo Espírito Santo
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É muito importante reconhecer que a ação de obedecer é o resultado de uma vida que foi interiormente transformada pelo Espírito Santo (Rm 2:29). Mesmo sabendo que não cristãos podem dar alguns sinais de obediência, na verdade sua atitude não deixa de refletir auto-satisfação como fator decisivo. Todo ser humano não transformado pelo Espírito de Deus é egoísta. Somente Deus tem o poder de nos fazer obedecer com prazer a sua lei (Sl 19). Somente quando a marca interna da salvação é colocada no coração humano, esta pessoa se torna pronta a obedecer a vontade de Deus.
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Quais as marcas que você traz do evangelho? Quanto do que as pessoas vêem do seu exterior reflete a realidade do seu interior? Que testemunho os não cristãos que lhe conhecem dão de você ? Ao final de mais um ano, essas são perguntas que não podem ficar sem respostas.
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Autor: Rev. Sérgio Lyra (http://www.comunidadeamiga.com.br)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Cruz de Cristo e o centro da fé Cristã


"Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." (Fp 2:9-11)

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I - A Descentralização da Cruz
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A palavra de Deus alerta os cristãos quanto a seus verdadeiros adversários: Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Ef 6:12). O capítulo 12 do livro de Apocalipse ensina que a briga entre o bem e o mal vem da eternidade, e, com essa revelação, procura ampliar a visão espiritual dos cristãos, para que compreendam a natureza desse conflito cósmico e de todas as questões que o envolvem, a saber: uma guerra entre um grande dragão vermelho (Satanás) e uma mulher celestial (a Igreja). Mas em que consiste a guerra do Dragão contra a Igreja? Sabedores de que, sem a cruz de Cristo, não há justificação, santificação, glorificação, enfim, não há libertação plena do reino das trevas, Satanás, seus demônios e os falsos profetas trabalham para tirar a cruz do centro da fé cristã; dentre as muitas estratégias que utilizam, destacamos quatro:
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1ª Estratégia: O Modernismo
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Em outubro de 1993, a editora Abba Press lançou no Brasil o livro Icabode - da mente de Cristo à Consciência Moderna, de Rubem Martins Amorese. Há treze anos, Amorese procurou alertar a igreja brasileira sobre os perigososfenômenos da vida moderna: a pluralização, a privatização e a secularização dos valores, dos princípios, das atitudes.
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A Pluralização: Amorese comparou o fenômeno moderno da pluralização com um grande supermercado onde se oferece uma enorme quantidade de opções para um mesmo produto: variados tipos de chocolate, de tênis, de sabonete, de relógio, de gravata, de creme dental. O consumidor escolhe a marca que mais lhe agrada, e, assim, com o passar do tempo, vai amadurecendo-lhe a consciência de que, na vida, há alternativa para tudo, uma vez que tudo é uma questão de escolha. O mundo moderno é o da variedade, em cujas prateleiras dos supermercados os indivíduos desenvolvem uma consciência de eleição, de opção, de preferência pessoal. Para manter esta visão, a indústria sufoca os consumidores com "um novo produto","uma nova marca"; sedimenta-se na sociedade a cultura do "lançamento", da "novidade". A propaganda faz a sua parte: cria a necessidade de consumir. As prateleiras enchem-se de produtos de todos os tipos, com embalagens irresistíveis. A consciência plural invade a mente de tal maneira que, na falta de outras marcas, o sujeito se revolta; sem perceber, transporta essa visão para outras áreas da vida, de forma que, quando se vê sem opções em questões em que não há alternativas, rejeita a única saída existente e cria maneiras novas de pensar e viver aquela realidade. E assim os absolutos passam a ser rejeitados com uma naturalidade assustadora; verdades antes recebidas sem desconfianças, agora não passam de opção de igual valor a outras verdades criadas... princípios morais tornam-se mera questão de opção, justificados por razões estritamente particulares... é por isso que ser gay ou ser lésbica é apenas uma questão de opção; ser cristão, budista ou muçulmano é apenas questão de opção; tudo é igual; isso é pluralização.
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A Privatização: A privatização é decorrente da pluralização. Com a consciência de que tudo na vida é apenas uma questão de opção, o cidadão moderno usa a liberdade para concordar e discordar, sem que ninguém lhe diga se está certo ou errado. A vida privada é caracterizada pelo estilo "cada um na sua", sendo que as escolhas de cada um não diz respeito aos outros; as alternativas são privadas, pessoais, de exclusiva responsabilidade de cada indivíduo. No mundo da vida privada, o que torna as pessoas comuns não é o coletivo, mas o particular, o individual, a opção; a harmonia entre as pessoas não ocorre pelo compartilhar das experiências, mas pelo respeito à opção dos outros. Esse modelo de vida é comparado a um zoológico, onde há uma variedade de vida selvagem, mas em cativeiro. Trata-se da fragmentação da comunidade, do isolamento das vidas, da individualização absoluta. Com essa mentalidade, cada vez mais veremos pessoas revoltadas, ao verem suas opções contestadas, e em crise, por não conseguirem impor aos outros seu estilo privado; enfim, cada vez mais veremos as pessoas se afastando umas das outras com a frase símbolo da privatização: "Dá licença?". Essa é a prova definitiva de que a vida humana caminha para o egoísmo e para a solidão: "Não se meta na minha vida! Dá licença?"
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A Secularização:
O produto final da pluralização e da privatização é a secularização, fenômeno em que as idéias absolutas e as instituições que as representam vão perdendo cada vez mais significado, respeito e força. Mas o problema não está nas verdades absolutas, nem nas instituições, mas nas pessoas modernas que não as valorizam, em razão de suas mentes terem sido moldadas aos padrões deste século. Na verdade, a secularização faz com que as pessoas não aceitem mais a Deus. Noutras palavras, a mente moderna rejeita o Deus da Bíblia e aceita o deus deste século, como bem afirma a Bíblia: ... o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus (II Co 4:4). A secularização é a luta dos valores do mundo contra os valores do reino de Deus, levando os cristãos a uma vida de contínua tensão. Como conciliar os ensinos de Cristo com o que é ensinado nas novelas da televisão e vivido pela sociedade? Como obedecer à Bíblia num mundo regido pela lógica do mercado, pelos novos padrões de moralidade, de prestígios, de poder, vendidos aos consumidores, como se fossem uma nova religião? Talvez Paulo estivesse vendo isso, ao admoestar a moderna igreja de Roma com estas palavras: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Rm 12:1-2) O intento do maligno é claro: com a pluralização, ele afirma que a religião verdadeira não é a ensinada por Cristo, mas a que a pessoa escolhe entre várias alternativas... com a privatização, declara que as decisões morais corretas não são as declaradas por Cristo, mas as que a pessoa toma por critérios estritamente pessoais... e com a secularização, proclama que nenhum princípio e nenhuma instituição religiosa têm autoridade para dizer às pessoas o que é certo ou o que é errado. Com tudo isso, Satanás deseja esfacelar a comunhão entre Cristo e sua Igreja (Jo 17:11,21-22), e, assim, tornar Jesus desnecessário.
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2ª Estratégia: O Unicismo

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O maior inimigo dos cristãos, contudo, é interno. Secularizados, muitos cristãos afastaram-se de Cristo, por terem absorvido uma visão equivocada sobre o Deus revelado nas Escrituras Sagradas.
A Palavra apresenta um Deus trino, indivisível, único; a teologia chama o Deus da Bíblia de Trindade Divina, ou seja, o Deus que se manifesta em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; estas três pessoas divinas são o único Deus porque têm a mesma essência, o mesmo propósito, os mesmos atributos. O que muitas igrejas fazem com a Triunidade Divina? Tentam dividi-la! Como? Afirmando que somente o Pai é Deus, que Jesus Cristo foi apenas um ser humano iluminado e que o Espírito Santo é somente uma energia divina. Há igrejas que supervalorizam o Deus Espírito Santo, diminuindo a autoridade do Pai e do Filho. Essa tentativa de fragmentação da Trindade Divina é chamada de unicismo, cujo alvo é diminuir a autoridade de Cristo, por ser ele a pessoa da Divindade em quem foi centralizada a salvação da humanidade, uma vez que a comunhão com o Deus Trino só é possível pelo Filho: Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14:6). Em certo sentido, o unicismo tenta "privatizar" as três pessoas divinas, como se agissem independentemente uma da outra e atuassem baseadas em critérios estritamente pessoais. É lamentável vermos igrejas ortodoxas destacarem mais a pessoa do Pai, igrejas mais tradicionais evidenciarem mais a pessoa de Cristo, e igrejas pentecostais enfatizarem mais a pessoa do Espírito Santo. Ambas as posturas fazem o jogo das trevas, porque a Bíblia Sagrada ensina que a Trindade Divina é indivisível. A Divindade é adorada através do Senhor Jesus Cristo, que, em razão de ter sido morto na cruz, recebeu do Pai todo o poder nos céus e na terra; por essa razão, quando Cristo é adorado, o Pai e o Espírito Santo são glorificados (Jo 13:31-32, 14:13-26, 16:13- 15, 17:4-5; I Co 3:16; II Co 3:17; Rm 16:7; Gl 4:6; Fp 2:11; I Pe 1:11, 4:11,14).
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3ª Estratégia: O Pentecostalismo
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Com os valores modernos dominando a mente dos seres humanos, os cristãos por eles afetados passam a expressar uma espiritualidade sintonizada com o curso deste mundo.
O pentecostalismo, e, sobretudo, o neopentecostalismo, conquanto expresse uma fé cuja ênfase é o poder de Deus, sua tendência é exaltar o poder do Espírito Santo deslocado da cruz de Cristo. As experiências ocorridas no dia de Pentecostes, narradas em Atos 2, são proclamadas pelos pentecostais com o fervor, a devoção e o entusiasmo devidos; essa dedicação, porém, nem sempre é vigorosa, quando se trata das experiências ocorridas naquela quarta-feira, às três horas da tarde, quando o Filho de Deus foi erguido num madeiro duro para salvar o que se havia perdido (Lc 19:10). Nessa visão de espiritualidade, o poder do Espírito Santo sobressai-se ao poder de Cristo. Somos uma igreja pentecostal porque cremos no poder do Espírito Santo; nossos irmãos em Cristo são incentivados e devem buscar, constantemente, as graças derramadas no dia de Pentecostes... ... mas precisamos estar atentos para não invertermos os valores espirituais que as Escrituras Sagradas revelam. Na Bíblia, a cruz vem antes do Pentecostes; este é resultado daquela. Isto quer dizer que não existe Pentecostes sem cruz! E mais: Não existe Pentecostes sem ressurreição! Poder por poder é fanatismo; fé por fé é loucura. O poder do Espírito só é construtivo quando os crentes estão alicerçados na palavra da cruz [que] é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus (I Co 1:18 - grifo nosso). Somente depois do evento da cruz (da morte de Cristo), somente depois do evento do túmulo (da ressurreição de Cristo) é que vem o Pentecostes. Observe como este é posterior e condicionado à morte, à ressurreição e, também, à ascensão de Cristo: Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei (Jo 16:7). O Espírito Santo só desceu depois que Jesus subiu aos céus e foi recebido em glória (Sl 24:7-10; I Tm 3:16; Ap 5:9-14). Contudo, o Consolador não desceu para que igrejas revestidas de seu poder o transformem numa sombra de Cristo; pelo contrário, o Espírito Santo veio para tornar cada vez mais visível e imprescindível a obra da cruz... ... sua missão é revelar Cristo e seus ensinamentos, a fim de que os pecadores sejam salvos (Jo 16:1-15). O Espírito Santo não veio para ser "o novo Deus" a ser adorado; ele não distribui seu poder para ser reconhecido, destacado e glorificado pelos homens... ... tão pouco seu poder é derramado para que um grupo de crentes exiba uma espiritualidade superior a outro grupo; o Espírito Santo derrama seu poder para purificar o coração de toda imundícia. Quem afirma esta verdade é o apóstolo Pedro, homem que participou do Pentecostes: E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; e não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando o seu coração pela fé (At 15:8-9 - grifo nosso). Eis o objetivo no Pentecostes: purificar os corações. Isto comprova que a ação do Espírito visa manter viva e eficaz a obra de Cristo, que é perdoar os [nossos] pecados e nos purificar de toda injustiça (I Jo 1:9; cf. Tt 2:13-14; cf. At 2:37-38). Portanto, quando enfatizamos o poder do Espírito Santo de forma a ocultar a obra da cruz, fazemos o jogo do inimigo. Nosso adversário deseja que busquemos o poder pelo poder, a fé pela fé, o milagre pelo milagre; mas as Escrituras nos ensinam o contrário, ou seja, que o poder do Espírito nos é concedido para que exaltemos o poder de Cristo.
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4ª Estratégia: O Animismo
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Animismo é uma doutrina pagã que prega o uso de objetos materiais em rituais religiosos como um meio eficaz de curar e libertar os fiéis. Noutras palavras, o animismo ensina que elementos materiais inanimados têm poder para alterar realidades. Não se pode negar que todas as religiões se utilizam de rituais para expressar a essência da fé que professam... ... no caso do cristianismo, os ritos mais importantes são: o batismo nas águas, a ceia do Senhor e o lava-pés, que são expressões visíveis de uma realidade espiritual invisível implantada pelo Espírito Santo na vida interior dos salvos por Cristo. Nesse sentido, a unção com óleo sobre pessoas fisicamente doentes representa também um ato da misericórdia do Senhor Jesus Cristo que cura, levanta o caído, sendo que, se a prática de pecados for a razão da enfermidade, ele perdoa mediante confissão. Contudo, os elementos materiais contidos nestes ritos são apenas "símbolos" da obra salvadora em suas várias dimensões. Isso significa que a água do batismo não tem poder para limpar pecados, que a água do lava-pés não tem poder para produzir humildade, que o pão e o vinho não têm poder para dar vida espiritual, que o óleo não tem poder para curar enfermidades... ... de forma simbólica, estes elementos tornam visível a obra invisível da salvação realizada por Cristo e demonstram a nova realidade de vida daqueles que estão sendo santificados pelo Espírito Santo. Está é a visão bíblica, tradicional, ensinada e praticada por Cristo e seus apóstolos. Com os fenômenos da pluralização, da privatização e da secularização, entretanto, cristãos modernos, ávidos por novidades, contaminaram a igreja de Cristo com uma avalanche de novos rituais e de novos símbolos. O neopentecostalismo usa e abusa de objetos materiais na ministração de curas e de libertação espiritual das pessoas. Assim, usam-se óleo, galho de arruda, copo com água, sal grosso, suco de uva, pedras, peças de roupa, carteiras de trabalho, fotografias, utensílios do culto judaico, enfim, a lista de objetos é ilimitada. Toda essa parafernália é usada, veja você, como "ponte de contato" para que as pessoas sejam libertas e curadas por Cristo. Sessões secretas de quebra de maldição são realizadas nos porões da casa de Deus, novos convertidos são untados com óleo em seus "pontos-chácra"... ... visitantes preenchem formulários com centenas de "nomes de demônios", casas e carros são ungidos com óleo, templos são banhados por dentro e por fora com suco de uva... ... bairros de cidades são banhadas com óleo, pessoas endemoninhadas são ungidas com óleo, e até urina humana está sendo usada para demarcar território de guerra espiritual. Estamos vivendo um novo animismo; a apostasia chegou! Ao trocarmos Jesus Cristo por objetos e rituais humanos, afastamo-nos da cruz, a fonte que Deus providenciou para nos encher com toda a sorte de bênçãos espirituais. Estamos nos esquecendo dessas verdades eternas e libertadoras; estamos permitindo que Satanás nos distraia com seus truques espirituais; estamos trocando o Criador pelas coisas criadas. O Espírito Santo, porém, nos faz lembrar que o evento da cruz credenciou Cristo a exercer toda autoridade nos céus e na terra. Foi lá que ele cancelou o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz (Cl 2:14-15). Portanto, na cruz, nosso Senhor conquistou o direito de exercer autoridade sobre todos os seres do universo e domínio absoluto sobre todas as situações da vida... ... seu sangue é suficientemente poderoso para purificar os pecados e seu nome é suficientemente poderoso para curar todas as enfermidades e libertar os oprimidos do diabo. Precisamos abandonar urgentemente a diabólica confiança no poder de objetos e ritos humanos, redirecionar a nossa fé no rumo da cruz, e agir como Davi: Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu com a força salvadora da sua destra. Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR, nosso Deus (Sl 20:6-7). A luta contra o mal não é vencida com o uso de objetos humanos, mas com a prática da fé no poder de Deus: Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado (I Sm 17:45). Por meio da fé, homens e mulheres fiéis a Deus subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. (Hb 11:33-34)
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II - A Centralização da Cruz
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Contra as manhosas e poderosas artimanhas de Satanás, só há uma arma suficientemente capaz de destruí-las, a saber: centralizar a fé na pessoa do Senhor Jesus Cristo. A palavra de Deus desautoriza qualquer tentativa da igreja de usar outros meios para salvar, libertar, curar, transformar, que não o poder do Senhor Jesus. A obra realizada na cruz é suficientemente poderosa para solucionar os mais simples e os mais complexos dilemas humanos. É precisamente por essa razão que Satanás faz o que pode e o que não pode para ofuscar a suficiência de Cristo. Com sua morte, Cristo centralizou o comando da vida humana em si mesmo: E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim (Jo 12:31). No capítulo 8 da carta aos Romanos, o apóstolo Paulo declara que o evento da cruz é uma obra total, completa, plena, acabada, perfeita, pois: - os pecadores arrependidos são libertos da culpa e do poder do pecado (vv.1-9); - os pecadores arrependidos passam da morte eterna para a vida eterna (vv.6-13); - os pecadores arrependidos são libertos do espírito de escravidão e recebem o espírito de adoção, isto é, a condição de filhos de Deus (v.15); - os pecadores arrependidos são capacitados a enfrentar todos os sofrimentos da vida presente, confiantes em que a glória futura é infinitamente superior (vv.17-25); - os pecadores arrependidos são assistidos pelo Espírito Santo em suas fraquezas (v.26); - os pecadores arrependidos sentem-se seguros por saberem que a vida tem sentido, tem destino e tem o comando de Deus (vv. 28-30); O apóstolo conclui o capítulo com uma seqüência de perguntas e respostas que exaltam a suficiência de Cristo, única arma espiritual capaz de vencer as mais duras adversidades da vida e os mais poderosos adversários espirituais: "Diante de tudo isso, o que mais podemos dizer? Se Deus está do nosso lado, quem poderá nos vencer? Ninguém! Porque ele nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós! Se ele nos deu o seu Filho, será que não nos dará também todas as coisas? Quem acusará aqueles que Deus escolheu? Ninguém! Porque o próprio Deus declara que eles não são culpados. Será que alguém poderá condená-los? Ninguém! Pois foi Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem foi ressuscitado e está à direita de Deus. E ele pede a Deus em favor de nós. Então quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte? Como dizem as Escrituras Sagradas: "Por causa de ti estamos em perigo de morte o dia inteiro; somos tratados como ovelhas que vão para o matadouro." Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor." (31- 39) O texto que li apresenta um elenco variado de problemas, adversidades e adversários mais fortes do que os seres humanos; contudo, os cristãos são considerados vitoriosos sobre todas essas coisas, se sua confiança estiver centrada única e exclusivamente em Cristo. A vitória de Jesus na cruz o credenciou a ser o único Deus conhecido entre os homens capaz de salvá-los e libertá-los de todas as mazelas deste mundo caído; e, por causa disso, Deus Pai o exaltou e lhe entregou o comando de todas as coisas, em todo o universo, conquista essa que, na verdade, começou bem antes, culminando na cruz: "Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo." (Hb 9:26; cf. Mt 25:34; Ef 3:11; Ap 13:8) Agora dê atenção a dez razões por que todas as coisas e todos os seres estão sob o comando soberano de Jesus Cristo:
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1) Ele existe antes de todas as coisas. Ele é antes de todas as coisas (Cl 1:17a) No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. (Jo 1:1 e 2; Conferir: Jo 8:58; I Co 15:47; I Jo 2:13-14; I Jo 1:1-3; Jo 1:15; Ap 22:13.
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2) Ele criou todas as coisas. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. (Jo 1:3) ... porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. (Cl 1:16) Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas. (Ap 4:11)
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3) Ele sustenta todas as coisas.
Nele, tudo subsiste (Cl 1:17b) Conforme o que ordenaste, tudo se mantém até hoje; porque todas as coisas te obedecem. (Sl 119:91) Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. (Hb 1:8) (...) porque nele [Cristo] vivemos, e nos movemos, e existimos (At 17:28)
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4) Ele reconcilia as pessoas com Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. (Rm 5:11) E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação (II Co 5:18) Mas agora, unidos com Cristo Jesus, vocês, que estavam longe de Deus, foram trazidos para perto dele pela morte de Cristo na cruz. Pela sua morte na cruz, Cristo destruiu a inimizade que havia entre os dois povos. Por meio da cruz, ele os uniu em um só corpo e os levou de volta para Deus. (Ef 2:13 e 16 - NTLH) Conferir: Cl 1:20-23; Jo 14:6
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5) Ele é o primeiro sobre tudo e todos. [Ele] é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência (Cl 1:18b) E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu (Ap 2:8). ... todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. (I Co 8:6) Conferir: At 26:23; Rm 11:34-36, 14:8; I Co 10:26; Mt 6:33.
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6) Ele é o Senhor da Igreja. E ele é a cabeça do corpo da igreja (Cl 1:18a) Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mt 16:18) E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja (Ef 1:22) . ... porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. (Ef 5:23 )
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7) Ele é glorificado no céu.
Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória. (I Tm 3:16) ... e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos... proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. E os quatro seres viventes respondiam: Amém! Também os anciãos prostraram-se e adoraram. (Ap 5:8-14)
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8) Ele tem todo o poder no céu e na terra.
... porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse (Cl 1:19) ... e qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. E sujeitou todas as coisas a seus pés (Ef 1:19-22) Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. (Mt 28:18) Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso. (Ap 1:8)
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9) Ele reina sobre todos os poderes. E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória. (Cl 2:15 - NTLH) ... dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém! (Rm 9:5) E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor, Deus Todopoderoso, reina. (Ap 19:6) Conferir: I Tm 6:13-15; Ap 2:16-18, 17:4, 19:15).
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10) Ele será reconhecido como único Senhor.
Foi para isto que morreu Cristo e tornou a viver; para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos. (Rm 14:9) Porquanto não há diferença entre judeu e grego, porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. (Rm 10:12) Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Fp 2:9-11) Conferir: Rm 1:3-4, 10:9, 14:10-11.
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CONCLUSÃO: Um número considerável de cristãos vê o futuro da vida na terra de uma forma romântica, pacífica, otimista; mas a palavra de Deus apresenta um quadro marcado por confusão, desordem, rebeldia, morte, enfim, um ambiente extremamente sombrio. Nas palavras de Jesus Cristo, o dia de julgamento é como um laço, que há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. Um poderosíssimo sistema de engano percorrerá o planeta de maneira que todos aqueles que não receberam o amor da verdade para se salvarem, e cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro (II Ts 2:10; Ap 13:8), serão tragados por essa mentira diabólica e servirão ao anticristo. Todavia, os cristãos autênticos se posicionarão como trincheiras, como obstáculos, como ferrenhos adversários do anticristo, mas não impedirão que este ser maligno assuma o controle provisório da civilização humana. Por isso, o Senhor disse: - Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras, ou os problemas desta vida façam vocês ficarem tão ocupados, que aquele dia pegue vocês de surpresa (Lc 21:34-35). Que surpresa? A maior e mais decepcionante será descobrir, no final, que, ao invés de se servir a Cristo, se estava servindo ao anticristo. O adversário do povo de Deus não se cansa; ano a ano trabalha para iludir espiritualmente cristãos teimosos em não crescer na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (II Pe 3:18)... ... irmãos insistentes em uma espiritualidade que demoniza sofrimento, dor, tribulação, provação, doenças, e diviniza riqueza, conforto, saúde, bem-estar. Dessa forma, são facilmente seduzidos a crerem que há solução e libertação fora da cruz de Cristo e a se entregarem às novas fórmulas de espiritualidades oferecidas nas prateleiras das igrejas modernas. Isso é trocar Jesus por Baal; é trocar o Criador pelas coisas criadas... ... enfim, é desconfiar da simplicidade do poderoso evangelho de Cristo, até, finalmente, tornar-se um inimigo da cruz de Cristo (Fp 3:18). Para que você não venha a cair no laço do diabo, confie na suficiência de Cristo. Nos momentos de grave crise, de forte aperto, não se renda à espiritualidade moderna; confie em Cristo, que diz: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza... ... e diga como o apóstolo Paulo: De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo (II Co 12:9). Na hora da dor, do aperto, do câncer, da tragédia, não complique a situação; simplesmente, peça a misericórdia de Deus, em nome de seu Filho Jesus (Jo 14:13 e 14, 15:16, 16:23-24). "Em todo o tempo, revista-se de confiança em Cristo: Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé; para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos." (Fp 3:7-11) E mais: "Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus." (Hb 12:2 - NTLH)
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Fonte: Estudos Bíblicos
Autor Pastor José Lima de Farias Filho.
Via: Blog do PC Amaral

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Jairo, sua filha e a mulher do fluxo de sangue.Uma resposta para todos !


Às vezes estamos alegres e pensamos que nunca vamos esbarrar com a tristeza ou, estamos tristes e não vamos sorrir outra vez. Querem ver?
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Quando olhamos para o Evangelho de Lucas no capitulo 8.40, vemos: Uma mulher com uma enfermidade e um homem desesperado por ver a sua única filha doente. Duas histórias, uma única solução. E, por estarem no mesmo contexto, por certo é para nos dar um ensinamento. Vejamos:
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Na casa da mulher, havia alegria: Boa mãe, ótima esposa, os vizinhos a tinham por excelente. Era uma pessoa “chique”. De repente, um problema: o semblante caiu, a cor da pele desbotou, o sorriso amarelou... Faltou o chão. A tristeza entrou, cumprimentou a todos e se acomodou na poltrona da sala de estar. Às vezes deixamos uma nuvem embaçar a nossa vida. Às vezes, e são muitas vezes, não vigiamos como deveríamos e acontece o pior. Mas é preciso ter fé. Na casa de Jairo, uma benção esta a caminho. A esposa de Jairo está grávida e dentro de alguns meses trará à luz uma criança. Que festa será quando acontecer o nascimento!!! Os preparativos para a chegada do bebê começam: compras, projetos, sonhos... Tudo é felicidade.
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Na casa da mulher, gastos de consultas com médicos e remédios. Noites e noites sem dormir, rolando na cama de um lado a outro, talvez com o corpo dolorido, deixando todos preocupados. Ah. Ela é uma mulher de oração, uma mulher cheia de fé e esperança. Só que, como a sua enfermidade se agrava, ela tem que sair de casa e ficar fora do convívio dos seus familiares. Era assim que ensinava a lei: Se uma pessoa tivesse uma enfermidade que a tornasse imunda, teria de ficar isolada (Lev. 15.18,19 20...). Mas a sua fé é inabalável.
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É possível ser crente nos momentos de aflição? É possível ter fé nos momentos de crise? “Os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação. E do céu, as lindas melodias. Se ouviram na escuridão...” É um trecho do hino da harpa cristã nº 126 (de autoria da nossa irmã Frida Vingren). E é verdade. Deus ouve as nossas orações quando estamos em aflição tambem. Ele nos ouve em qualquer momento. E tenho a impressão de que nos ouve mais rápido quando estamos aflitos até a alma...
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Agora a filha de Jairo é uma linda adolescente. A casa do principal da sinagoga é uma constante alegria, pois a menina esbanja saúde. Obediente aos pais, aluna da Escola Dominical, uma pequena serva do Senhor. Ali não existe espaço para a tristeza, só alegria e fé. Sim, Jairo é um homem religioso. “Na sinagoga, o líder era o responsável pela administração e manutenção do Templo e pela educação e supervisão da adoração.” (Extraído da Bíblia de Estudo e Aplicação Pessoal, no Evangelho de Lucas, nota 8.41). Ele, como todo líder da igreja, zela pelos bons costumes. Mas... Aconteceu: Ficou enferma. Falta de fé? Não. A fé de Jairo teria de ser posta à prova. E foi.
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Saiu de casa. Esqueceu da importância do seu cargo na sinagoga. Em alguns casos, um cargo nas nossas vidas se torna uma aboboreira de Jonas (Jn 4.6,7, 8): Damos mais importância ao cargo e deixamos as coisas que realmente interessam na obra de Deus, em 2º plano. Mas Jairo pegou a estrada e foi à procura de solução. Ouviu falar de um homem simples, de voz potente que andava pelas redondezas pregando algo denominado de “Boas Novas”.
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A mulher tambem saiu. Ouviu falar de um homem que peregrinava por aquelas paragens. Um homem diferente, simples, que pregava acerca de um tal Reino de Deus. Um Reino de paz, amor, alegria. Esse homem era Jesus que também realizava grandes milagres. Não se preocupou com o asco que provocava nas pessoas ditas “sadias”. Ela queria uma benção e foi em busca dessa benção. Nós focamos as nossas mentes em coisas perecíveis e deixamos Jesus de lado. Precisamos tornar aos pés da cruz. Precisamos deixar Jesus nascer em nossos corações todos os dias. Precisamos fazer como aquela mulher: Sair em busca de Jesus. Não importa o que falem, devemos ir.
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Jesus vinha caminhando a passos lentos. Andava e parava, dava atenção aos que o cercava. Jairo chegou. Interpelou a Jesus. O Mestre ouviu a Jairo. Se pararmos para atender o Mestre, Ele nos ouvirá. E nos dará o que necessitamos. Mas nós estamos ocupados demais, perdidos demais em nossos problemas e não temos tempo para o Nosso Senhor Jesus Cristo.
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A mulher tambem chegou perto de Jesus. E mais, tocou em suas vestes. Jesus voltou sobre seus pés e indagou: Quem me tocou? Naquele momento, aconteceu algo que ninguém imaginara: A fé de Jairo encontrou-se com a fé daquela mulher e ambas foram ao encontro de Jesus. Porque Ele e somente Ele “é o autor e consumador da nossa fé” (Hb. 12.2). E onde havia tristeza, Jesus transformou em alegria, dando a cura pela fé. Onde havia choro, transformou em sorrisos. Nós nos esquecemos que Jesus continua curando, tirando o fardo da enfermidade e dando saúde. “Quem me tocou?” Perguntou Jesus. Voce está tocando no Mestre? Voce está ligado no céu? Ou está ligado nas coisas do mundo?
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Jairo viu aquilo. Presenciou a concretização da fé daquela mulher. Teve certeza que o seu caso tambem teria solução. Nós precisamos disso. Precisamos dessa continuidade, dessa confirmação da fé, para podermos andar de fé em fé. E Jesus se lembrou de Jairo, ou melhor, Jesus se ocupou do problema de Jairo. Na Bíblia, quando nos deparamos com a citação “... E Deus se lembrou...”, não quer dizer que Ele tenha se esquecido. Deus nunca se esquece. Quer dizer que naquele momento Deus se ocupara com exclusividade daquele problema. E foram para a casa de Jairo. Alguém se aproxima e fala a Jairo: Não incomode o Mestre, sua filha está morta. Com certeza o mundo daquele homem desabou, seu coração bateu mais desritimado, saiu do controle. Mas Cristo estava ali. Nada a temer.
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Jesus põe a mão no seu ombro e diz: “Não temas. Crê somente e será salva.” Quantos de nós gostaríamos de ouvir alguém dizer: “Não se preocupe fulano (a), tudo está bem.” Jesus é o consolo do aflito. O bálsamo do enfermo.
Jesus chega à casa de Jairo. Chama a Pedro, Tiago e João e os pais da menina e sobe ao aposento onde ela está... Às vezes, quando nos afligimos por alguma coisa, esquecemo-nos de chamar o Senhor Jesus para ficar do nosso lado. E se Ele chega, não seguimos os seus passos. Teimamos em seguir a ponta dos nossos narizes e quebramos a cara.
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O milagre acontece. A menina ressuscita pelo poder de Nosso Mestre. Seus pais ficam maravilhados e, se não eram seguidores de Jesus, com toda certeza passaram a ser. A alegria volta à casa de Jairo e talvez, de lá dá para “ouvir” o som da festa na casa da mulher que tinha o fluxo. Porque, com Jesus, tudo acaba em felicidade. Tudo acaba em festa. Ponha Jesus em sua vida. Você vai gostar! O Senhor te abençoe e te guarde.
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Amém!!!
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fonte: Cordeiro e o Leão

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Deixando os embaraços e ...GANHANDO ALMAS !!!


“E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que um semeador saiu a seme-ar.E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho,e vieram as aves e comeram-na; e outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda. Mas vindo o sol, queimou-se e secou-se, porque não tinha raiz. E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufucaram-na. E outra caiu em boa terra e deu fruto:um, a cem, outro, a sessenta, e outro a trinta.” Mt. 13:3-8
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Essa é uma das parábolas mais conhecida de Jesus. Quantas pregações já você já ouviu sobre ela? Com certeza muitas.

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E agora mais uma vez você pode refletir um pouco sobre o que o nosso querido Jesus quis dizer com ela. Podemos começar nos perguntando: Será que nos importamos com o que Deus se importa?

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Uma passagem da Bíblia que fala sobre a vontade de Deus é a que se encontra em 1Tm. 2:3-4. “Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador; que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade”.

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À vontade de Deus é que TODOS se salvem!!!
E o que temos feito para que essa vontade de Deus se cumpra? Pare e pense: Quantas vontades suas Deus já satisfez? Então, vamos fazer de tudo para que à vontade de Deus se cumpra!
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Outra passagem, que expressa o amor de Deus é João 3:16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus tem um amor profundo pelas almas!!! E você?

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Vamos então ao texto base(Mt. 13:3-8). Voltando a parábola podemos pensar nesta semente como sendo a necessidade de ganhar almas( isso inclui também evangelismo e missões), e o solo como sendo os corações. Deus sempre usa meios de nos dizer que temos que ganhar almas(esta palavra é a semente). Pode ser através de um pregador, de um livro, de um amigo,etc. Então, nos resta saber como está nosso coração(solo) para receber a semente.

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Jesus nos deu o exemplo de 4 tipos de corações.

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É um coração duro: É aquela semente que caiu a beira do caminho( v. 4). O solo a beira do caminho é duro, assim também é esse coração. Deus fala com ele, mas como se diz: “entra em um ouvido e sai pelo outro”. E não dá ouvidos ao chamado de Deus. Que você não seja assim! Entenda a necessidade de ganhar almas e o quanto isso importa para Deus. Peça a Deus para “adubar” seu coração.

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É um coração sem perseverança: É aquela semente que caiu entre os pedregais(v. 5). Ele até se empolga com a palavra, mas não busca uma comunhão com Deus. E quando percebe que tem que abrir mão de algumas coisas e que isso vai custar um pouco de esforço ele desanima. Que você não seja assim! Peça a Deus ânimo para retirar as pedras que te desanimam da sua frente e se você não conseguir, peça a Deus para ele te ajudar.
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É um coração egoísta: É aquela semente que caiu entre os espinhos(v. 7). É o coração que se preocupa mais com as coisas do mundo do que com as coisas de Deus. Ele se preocupa com seus sonhos e em ter uma vida confortável e tranqüila , e assim sufoca a palavra de Deus. Ele pensa: Fazer missões? Eu? Jamais! O que eu quero é viver bem e curtir a vida. Que você não seja assim! Peça a Deus que corte esses espinhos da sua vida. Essa preocupação tão grande com as coisas do mundo que sufoca a vontade de Deus para você.

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É um coração disposto: É aquela semente que caiu em terra boa(v.8). É aquele coração que ouve a palavra e não se enderece, não desanima em frente aos obstáculos, deixa de lado o egoísmo e se dispõe a ser usado por Deus. Essa dá fruto! QUE VOCÊ SEJA ASSIM!!!! Disposto a cumprir a vontade de Deus. E que você dê muitos frutos ganhado almas para o Senhor.

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“Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto; assim sereis meus discípulos.” Jo15:8
A forma que você glorifica a Deus e fica conhecido com discípulo Dele é dando muito fruto. Que o seu coração seja uma boa terra para receber esta palavra e que você se disponha diante de Deus. As nações clamam por Jesus, seu estado clama por Jesus, seus vizinhos clamam por Jesus. Não fique parado deixando o tempo passar, não seja um espectador. Atue! Faça algo!
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Ame a Deus e fale Dele à todos quanto puder. Transforme o mundo , seja totalmente louco por Jesus. Não deixe que nada te impeça na sua caminhada. Minha oração é que você seja tocado de uma vez por todas e perceba a urgência de pregar a salvação em Jesus. Deus te abençoe!
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Por Valdir Leite
Fonte:Pregaçoes e Debates

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Os sete Espíritos de Deus


TEXTO: Apocalipse - 4


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01. Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.


02. Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono;


03. e aquele que estava assentado era, na aparência, semelhante a uma pedra de jaspe e sárdio; e havia ao redor do trono um arco-íris semelhante, na aparência, à esmeralda.


04. Havia também ao redor do trono vinte e quatro tronos; e sobre os tronos vi assentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco, que tinham nas suas cabeças coroas de ouro.


05. E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus;


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INTRODUÇÃO


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Amados irmãos! Quem tiver ouvidos ouça o que o Espírito diz as igrejas. Assim termina todas as cartas que o Apocalipse registra para as sete igrejas da Ásia. Eu espero que os amados irmãos também possam se alimentar dessa palavra, assim como ela me alimentou.


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O livro do Apocalipse é o livro da revelação, um livro escatológico, que contém em suas palavras algo muito superior a mente humana, e que na direção do Espírito Santo pode ser revelado muitas mensagens, e quando eu li estes versículos fui inspirado a escrever esta mensagem, uma mensagem que me ajudou a crescer.


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Estava João preso na ilha de Patmos, uma ilha ao sudoeste de Éfeso, com cerca de 30 km de circunferência, onde este abnegado servo de Deus estava isolado fazendo serviços forçados, após um endemoniado, tal de imperador Domiciano o ter encarcerado ali, devido à perseguição que João sofrerá, pela palavra do Senhor. Mas, sem saber que tudo coopera para o bem daquele que teme a Deus (Rm 8:28), João estava ali devido a um propósito de Deus. O livro de Apocalipse provavelmente tenha sido escrito entre 64 dc a 68 dc, durante o reinado do imperador Nero.


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Nesta ocasião estava João, talvez no entardecer, já cansado do dia de trabalho, exausto, e mesmo assim dobra seus joelhos e vai orar neste momento algo sobrenatural começa a acontecer, Deus começa a arrebatar João para lhe mostrar o que aconteceu, o que está acontecendo e o que haveria de acontecer, então Deus lhe mostrou entre outras coisas, os sete Espíritos de Deus.


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O NÚMERO SETE NA BÍBLIA


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O número sete na bíblia representa a perfeição, todas as vezes que lemos na palavra de Deus a presença do número sete, se observa à perfeição do que Deus fez, do que Ele é ou do que Ele quer que seja feito. Por exemplo, Deus criou a terra e descansou no sétimo dia, mas sabemos que Deus não se cansa, mas Ele estava nos mostrando à perfeição da criação. Em Dt 16:13, Deus manda realizar a Festa do Tabernáculo por sete dias, era Deus querendo que fosse realizado um louvor perfeito. E ainda existem outras tantas vezes em que o poder de Deus se manifesta na presença do número sete, mas entenda isso não é numerologia, mas uma percepção da simbologia de Deus na bíblia, pois devemos saber que a bíblia é um celeiro infinito de mensagens de Deus para o homem, e creio que a humanidade irá passar pela terra e não desfrutará de todas as mensagens nela constadas, por isso alimente-se de tudo que a bíblia lhe der.


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Por isso João escreve as sete cartas para as sete igrejas, ainda fala das sete taças da ira de Deus, as sete trombetas do Apocalipse, os sete cavaleiros, e também os SETE ESPÍRITOS DE DEUS, do qual falaremos nessa mensagem.


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A VISÃO DE JOÃO


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João começa o capítulo 1, relatando o convite que o Senhor, que com uma voz inconfundível lhe faz, dizendo, sobe aqui meu filho amado, meu querido amigo, servo fiel, pois te mostrarei coisas sobrenaturais. Creio que se fosse nos dias de hoje Deus pediria para ele levar uma máquina digital e uma filmadora para registrar tudo, mas não foi assim, talvez para que nós possamos crer sem ver e não ver para crer. João então é arrebatado em espírito e a primeira coisa que ele vê é um trono e alguém assentado sobre o trono. Era Jeová! Que tinha uma aparência sobrenatural, como pedras preciosas, e ao redor do trono de Jeová estava um arco-íris, que todos sabemos possuir sete cores, mostrando a perfeição da beleza de Deus.


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Ao redor do trono João vê vinte e quatro anciãos assentados em seus tronos, representado a adoração eterna, diária, pois o dia tem vinte e quatro horas. E por que vinte e quatro anciãos e não vinte e quatro jovens? Eu te digo! Por que para adorar a Deus não tem idade, e idoso também dobra joelho. Pois mais a frente João os vê jogando suas coroas diante do trono de Jeová. Há! Eles estavam vestidos de branco, mostrando que para adorar a Deus é necessária a santidade pura. Ainda falta falar das coroas, que representam ser a essência da adoração, o ápice, o auge, da adoração. E justamente do trono saiam relâmpagos e trovões, e que diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, que nos mostra além do poder de Deus, que sua glória é perfeita, e brilha para sempre.


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OS SETE ESPÍRITOS DE DEUS


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Do trono saíam relâmpagos e trovões, e havia sete lâmpadas que nunca se apagam, pois elas são alimentadas pela glória do todo poderoso, sendo elas os SETE ESPÍRITOS DE DEUS, não que Ele tenha sete Espíritos, mas que seu Espírito tem a formosura da perfeição eterna. Quem é o Espírito de Deus senão o Espírito Santo que na bíblia é chamado de o Espírito de Deus, o Espírito da vida, o Espírito do Senhor, o Espírito Excelente, o Espírito Santo. Sim! Ele estava ali, sendo adorado, pois Ele é Deus, e sendo Ele um Deus perfeito, deve ser buscado por cada um de nós. Então com muita simplicidade e reverência eu lhe mostrarei o que aprendi com a bíblia sobre ter, o buscar e o alcançar, OS SETE ESPÍRITOS DE DEUS.


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Gostaria que o amado irmão leitor tivesse a maior reverência ao ler esta mensagem, pois para mim o fato de falar do Espírito de Deus é algo que me estremece o coração. A bíblia diz que certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma sem antes ter revelado aos seus servos, os profetas (Am-03:07) e profeta é aquele que dá ouvidos ao que Deus fala e fala o que Deus manda, e eu sou um profeta de Deus.


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A REVELAÇÃO


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Não se pode separar Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, Ele é Trino. Quando João vê o trono de Jeová, ele esta contemplando o Deus trino, na grandeza de sua glória, na excelência de seu poder, e na sua total majestade.


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A bíblia é sim escrita por homens, e graças a Deus por isso, pois somos a imagem e semelhança dEle, mas estes homens só puderam escrever sob a inspiração do Espírito Santo, então e escritor é o Espírito Santo. O assunto central da bíblia é Jesus, o autor é Jeová e o escritor e o Espírito santo. Quando os olhos do apóstolo João contemplam o Eterno ele se lembra das palavras do profeta Isaías, que em um momento de inspiração celestial nos revelou OS SETE ESPÍRITOS DE DEUS, ao falar da pessoa de Jesus, com as seguintes palavras:


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Isaías-11: 02
E repousará sobre ele o ESPÍRITO do Senhor, o ESPÍRITO de sabedoria e de inteligência, o ESPÍRITO de conselho e de fortaleza, o ESPÍRITO de conhecimento e de temor do Senhor.


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Estes são OS SETE ESPÍRITOS DE DEUS que João viu:


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a) O ESPÍRITO DO SENHOR


Este o que concede as habilidades para um Rei, ser Senhor é ser soberano, é ter domínio da situação, é viver no senhorio de sua vida, é não se curvar aos prazeres da carne, e aos encantos de satanás.


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b) O ESPÍRITO DE SABEDORIA


Este o que traz o conhecer sem ver, ter a resposta antes da pergunta, é ser sábio tanto no pensar quanto no falar ou no agir. Só o Espírito do Senhor pode nos levar em excelência a algum lugar


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ESPÍRITO DE INTELIGÊNCIA


Este o que da capacidade para desenvolver estratégias, capacita à mente para discernir qual caminho seguir, tomar a decisão certa nas horas mais incertas, ter percepção de tudo. Se a sabedoria dá conhecimento, a inteligência dá capacidade.


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d) O ESPÍRITO DO CONSELHO


Este é o que tem a boa palavra, a palavra que produz vida, aquela que se dá sobre o que convém fazer, é o juízo, o ensinamento, é o fruto que produz vida.


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e) ESPÍRITO DE FORTALEZA


Este é o que dá energia, segurança, é virtude dos fortes, qualidade de ser forte, traz constância, solidez ao justo. Estabelece os fundamentos para o firmamento, e assim estarmos prontos para o dia da luta.


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f) O ESPÍRITO DE CONHECIMENTO


Este é o que dá a experiência para o discernimento, consciência de si própria, este é o que tem a instrução a perícia a cultura. É o que nos capacita para não cometermos o mesmo erro duas vezes.


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g) O ESPÍRITO DO TEMOR


Este é o que dá o sentimento profundo de reverência ou respeito, também o zelo e a pontualidade. Este nos prepara para nos aproximarmos de D’us, e nos colocarmos na condição de adoradores.


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CONCLUSÃO


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Este era o ministério de Jesus, e depois também o ministério do Espírito Santo, mas pode ser visto na vida de alguns cristãos ainda hoje. Se não for o seu caso busque OS SETE ESPÍRITOS DE DEUS para a sua vida, e verás a diferença entre aquele que serve a Deus e aquele que não serve a Deus (ML-03:18)


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Pr. Alexandre Augusto.



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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Seu café, sua xícara e Deus


Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo. Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras - de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas - dizendo a todos para se servirem. Quando todos os estudantes estavam de xícaras em punho, o professor disse: "se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês quiram o melhor para si, isso é a fonte de seus problemas e estresse.

Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, atéocultam o que estamos bebendo. O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... E então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros.

A vida é o café, e os empregos, dinheiro, e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida, e o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade da vida que temos. Às vezes, ao concentrarmo-nos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu".

Deus côa o café, não as xícaras... Saboreie seu café! Na verdade, a vida é a mesma para todos - apenas uma ferramenta para se atingir um bem maior que, no final, torna-se maior mesmo do que a nossa simples existência individual. Use bem a sua vida, faça dela a melhor possível, cumprindo nela o propósito de Deus para você! Não fique a invejar a vida e a xícara dos outros.
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Fonte : blog nova criatura

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Atenção Líderes:não removam o escandalo da cruz !


Algo tem acontecido a certo tempo de maneira muito sutil em meio a igreja conteporânea ( não me refiro a certa denominação que em detrimento da Bíblia acolhe e apóia o homossexualismo ) que é a forma como tem se apresentado o evangelho, uma maneira light que em vez de transformar vidas , visa a aceitação maior de massas ouvintes presentes nos cultos, não em busca de uma mudança de vida mas sim em busca de seus mais estranhos desejos, concupiscencias e pedidos.Este tem sido o alvo maior destas " igrejas ".
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Pregar a Palavra e confrontar ousadamente o pecado são vistos como coisas antiquadas, meios ineficazes de se alcançar o mundo. Afinal de contas, não são essas coisas que afastam a maioria das pessoas? Por que não atraí-las para a igreja, oferecendo-lhes o que desejam, criando um ambiente confortável e amigável, nutrindo-lhes os desejos que constituem seus impulsos mais fortes?
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É como se, de alguma forma, conseguíssemos que elas aceitassem a Cristo, tornando-O, de algum modo, mais agradável ou tornando a mensagem dEle menos ofensiva. Essa maneira de pensa distorce por completo a missão da igreja.
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A Grande Comissão não é um manifesto de marketing. O evangelismo não requer vendedores, e sim, profetas. É a Palavra de Deus, e não qualquer sedução mundana, que planta a semente que produz o novo nascimento (1 Pe 1:23). Nada ganharemos, senão o desprazer de Deus, se procurarmos remover o escândalo da cruz (Gl 5:11).

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John MacArthur Jr ( via: Cinco Solas )
Adaptado por Leonardo Macambira