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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Caio Fabio e Bp.Macedo. Atenção igreja !



Enfiando o rei Davi nos negócios escandalosos de um pastor e um bispo do Brasil


Julio Severo


Numa carta aberta para Caio Fábio anos atrás, relembrei-o que o Novo Testamento deixa claro que há condições e requisitos indispensáveis e obrigatórios para que um homem ocupe a posição de pastor. Uma dessas condições é ser irrepreensível.


Davi, João Batista, Herodes e alguns pastores brasileiros


Mas os seguidores de Caio não param de me enviar mensagens dizendo que se o rei Davi adulterou e era um homem segundo o coração de Deus, então Caio pode adulterar, pedir perdão e continuar na função pastoral. Caio está também perdoado se usar manipulação psicológica para dar sutil apoio ao aborto e ao homossexualismo, como ele já andou fazendo. Ele está igualmente desculpado se em seu passado de "papa evangélico" ele influenciava o povo evangélico a admirar Lula, sendo uma das maiores causas do devastador apoio evangélico ao político socialista que hoje usa a presidência do Brasil para impor o aborto e o homossexualismo na sociedade brasileira. Para Caio, na graça — ou mais propriamente, na sua Igreja Caminho da Graça — vale tudo.


Outro membro do Caminho da Graça me escreveu dizendo que Caio Fábio é um moderno João Batista. Sorte desse homem João Batista não estar aqui para se defender! Para quem não sabe, João Batista era filho de sacerdotes e pagou com a vida por ter repreendido o adultério e as corrupções do rei Herodes. Mas como tudo hoje está invertido, um moderno João Batista às avessas (com histórico de adultério perdoado pela "graça" versão Caminho da Graça) é que acabaria sendo repreendido por um Herodes.


É um fenômeno moderno pastores que se julgam na posição de João Batista, mas têm o caráter corrupto e adúltero de Herodes. São amantes do dinheiro e infiéis às suas esposas originais. Sem essa lamentável inversão, Deus pode realmente levantar profetas como João Batista para repreender os adultérios e corrupções dos modernos Herodes que estão na liderança da sociedade e das igrejas. O rei Herodes da "graça" made in Caminho da Graça que se cuide então.


O rei Davi não era sacerdote


Contudo, Davi é a vítima preferida dos que insistem em justificar as repreensibilidades das condutas dos Caios, Macedos e outros pastores. Mas eles ignoram um fato importante: Davi não era sacerdote. Em termos modernos, Davi não era pastor nem líder religioso. Havia na época de Davi os sacerdotes, que trabalhavam no cargo moderno de pastor. Eles ocupavam exclusivamente a função de liderança religiosa. Mais nada.


Por outro lado, Davi ocupava exclusivamente a função de liderança política. Ele era rei. Em termos modernos, ele era presidente. Mais nada.


As qualificações para sacerdote e pastor são muito mais elevadas do que as qualificações para presidente.


O sacerdote precisa ser irrepreensível. O pastor precisa ser irrepreensível. Davi era um homem segundo o coração de Deus como político. Mas se ele fosse sacerdote e pastor, ele teria a obrigação de ser irrepreensível. Como sacerdote e pastor, ele só poderia ser um homem segundo o coração de Deus com uma reputação e conduta irrepreensíveis. Ser irrepreensível é ter uma reputação excelente, é estar acima de acusações de caráter.


Além disso, o político Davi era casado com várias mulheres. Mesmo os sacerdotes da época dele não tinham várias esposas. Os sacerdotes tinham apenas uma mulher, e esse requisito continuou obrigatório para todos os pastores casados no Novo Testamento.


Bispo Macedo e o amor ao aborto e ao dinheiro


Com relação ao Bispo Edir Macedo, já tratei abundantemente do apoio dele ao aborto. É deplorável que um homem que se considere porta-voz de Deus defenda a matança legal de bebês em gestação. É deplorável que um homem que diz crer em milagres creia também no aborto. E é deplorável que um homem que se considere bispo lidere uma denominação que é alvo de freqüentes manchetes internacionais de corrupção e lavagem de dinheiro.


Por que Macedo e sua denominação lidam com o dinheiro de um modo que os expõe a escândalos? Com certeza, eles percebem o óbvio: o que o governo tira de impostos é muito mais do que o justo. E tentam proteger seu dinheiro com esquemas para desviá-lo da ganância estatal.


Macedo bem que poderia dar atenção ao exemplo de Tiradentes, que se revoltou contra o governo português pela cobrança de 20 por cento de impostos sobre os cidadãos do Brasil. Superando em muito a ganância do governo português, o atual governo brasileiro cobra quase 40 por cento de impostos, e só isso já deveria ser inspiração suficiente para motivar todos os pastores do Brasil a proclamarem jejuns, orações e ações contra esse roubo descarado. Mas em vez de orientar sua denominação e pastores a denunciarem esse imenso roubo estatal contra o Brasil, Macedo prefere apoiar o governo que rouba e recorrer a meios ilegais (pelos padrões do insaciável tubarão brasileiro do imposto de renda) para proteger sua imensa fortuna da voracidade estatal.


A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) está pagando um preço alto por recorrer a esses meios. A IURD está na mira do Ministério Público Federal por remessa de dinheiro ilegal ao exterior. Nos EUA, a IURD está também sob investigação por suas estranhas e bilionárias transações financeiras.


O que Deus exige do pastor?


Compare agora o histórico desses dois homens (Caio Fábio e Bispo Macedo) com as exigências bíblicas para o homem que quer pastorear:


"Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o pastorado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o pastor seja irrepreensível, marido de uma só mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao álcool, não violento, não cobiçoso nem ganancioso, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria família, tendo seus filhos em obediência, com toda a modéstia, pois se alguém não sabe administrar a sua própria família, como conseguirá cuidar da igreja de Deus? Ele também não deve ser novo convertido, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo". (1 Timóteo 3:1-7)


Evidentemente, o rei Davi falharia em vários desses requisitos. De qualquer forma, esses requisitos não se aplicavam a ele, pois não são para políticos, mas apenas para pastores e bispos. No entanto, com seus problemas peculiares, nem o "Pastor" Caio Fábio nem o "Bispo" Edir Macedo têm um histórico irrepreensível na área de finanças e caráter. Eles podem ser políticos? Sim, provavelmente. Mal posso ouvi-los dizendo:


Caio e Macedo:
"Oba!!! Podemos ser políticos!"


Caio:
"Eu quero ser presidente! Tenho a experiência de ter sido o papa dos evangélicos do Brasil!"


Macedo: "Essa é para mim, Caio. Cai fora!!! Eu tenho a experiência de ser o maior magnata evangélico do Brasil. Tente ser senador!"


Caio:
"Buááá! Você está estragando meus sonhos! Só por isso vou fazer uma leitura psicológica de você no meu site para todos virem. Você vai ver!"


Macedo:
"Ah, é assim? Farei questão então que seu nome seja lembrado na próxima Sessão do Descarrego! Além disso, seus escândalos vão ser expostos no Jornal da Record!"


Brigas de família à parte, com seu caráter repreensível, ambos, como presidente e senador, estariam em seu habitat natural, no meio de muitos outros políticos que, em menor ou maior grau, vivem a mesma realidade moral e financeira deles.


O fato é que a ganância e as inclinações socialistas de Caio e Macedo — sem mencionar suas nefastas ligações passadas com Lula — os tornariam péssimos políticos cristãos. Eles podem ser pastores? Obviamente, nenhum dos dois nem sonha em largar do pastorado, mesmo não tendo a irrepreensibilidade que a Palavra de Deus exige.


Davi, Reagan e as desculpas de Caio e Macedo


Macedo e Caio têm uma desculpa: Já que Davi não tinha um histórico irrepreensível, eles também não precisam… Ufa! Eles respiram aliviados com essa santa muleta e santo amuleto! Será que o rei Herodes também usou a mesma justificativa para seu adultério e corrupções?


Eu admiro muito o rei Davi — apesar de seu adultério e assassinato covarde de Urias. Eu admiro muito o presidente Ronald Reagan — apesar de seu divórcio e recasamento. Ambos eram grandes políticos. Ambos fizeram proezas políticas e espirituais importantíssimas, cada um em sua própria geração. Davi derrubou Golias e elevou a nação de Israel. Reagan derrubou o Golias do comunismo soviético e honrou os EUA de forma tremenda. Mas seria difícil admirá-los se eles fossem pastores insistindo em não deixar o pastorado depois de um adultério, divórcio e recasamento, pois ser grande político não é a mesma coisa que ser um grande pastor. Ser pastor exige muito mais santidade do que ser presidente.


Por que? Porque um presidente dirige um povo, mas pastores segundo o coração de Deus podem influenciar presidentes e ajudar a formar uma nova geração de líderes políticos que dirigirão a nação. Pastores influenciaram de forma impressionante a fundação dos Estados Unidos, inclusive a vida de muitos presidentes americanos. O que seria de Reagan sem o Pr. George Otis, que em 1970 orou por Reagan e lhe disse profeticamente que ele seria presidente dos EUA?


Davi só se levantou como rei de Israel depois que o sacerdote Samuel o ungiu. Os Davis para a presidência do Brasil só surgirão com a ajuda de pastores ungidos e íntegros.


Entretanto, não é por amor à santidade e integridade que Caio e Macedo estão agarrados ao púlpito. Acima de tudo, eles têm suas razões pessoais para não deixar o pastorado…


A Bíblia não acertou na mosca quando disse que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males? Para Caio e Macedo, ser pastor e bispo é um negócio da China.






Fonte: Blog do Julio Severo

sábado, 21 de novembro de 2009

O desafio de começos insignificantes.



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Um dos maiores enganos dos paisagistas amadores é deixar de prever quanto uma árvore crescerá a partir de uma mudinha. Assim é com aqueles que vêem o insignificante começo do reino de Deus e julgam que ele será sempre matéria de pouca conseqüência. Pois, como bem sabemos, não é o tamanho da semente que determina o que ela finalmente se tornará, mas o germe que vive dentro dela.

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É esta verdade que Jesus usa para ilustrar o verdadeiro destino de um reino que terá um começo muito pouco prometedor, mas que no fim superará o mundo. Esta é, certamente, a mensagem que homens bitolados, de mente carnal, precisam ouvir, mas é também a palavra confortadora de que necessitam os discípulos do Senhor que acabaram de ser advertidos na parábola do semeador e na do joio, que o reino do céu, longe de ser universalmente recebido, terá que crescer no meio das forças do mal, as quais tentarão, poderosamente, destruí-lo. Este certamente não era o reino da expectativa popular, nem mesmo entre os discípulos mais íntimos de Jesus. O grão de mostarda era o símbolo proverbial de pequenez no mundo antigo judeu (Mateus 17:20).

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Nesta parábola, Jesus observa que o reino de Deus é como essa semente, pequena e aparentemente inconseqüente, que com o tempo crescerá para ser uma árvore suficientemente grande para abrigar os pássaros. A parábola não está no tamanho do pé de mostarda. Ainda que tenha evidentemente atingido um notável tamanho para uma planta na antiga Palestina, ela obviamente não se comparará com aquelas grandes árvores que às vezes são usadas nas Escrituras como símbolos de reinos poderosos (Ezequiel 17:24; Daniel 4:20-22).

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Em vez disso, a parábola focaliza a imensa diferença entre a miúda semente e a planta que cresce dela. O reino do céu, na verdade, não começou de modo impressionante. Isso é ilustrado pelo nascimento excessivamente humilde de seu rei que começou sua vida num estábulo palestino, filho de uma obscura moça camponesa sem nada a seu crédito salvo sua notável piedade e fé. E aquilo que começou tão despercebido não explodiu mais tarde em glória celestial. A criança cresceu para ser um mestre sem um centavo, sem credenciais educacionais, sociais ou políticas. Quão verdadeiro foi o que Isaías disse dele, "não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse" (Isaías 53:2).

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A coisa que mais se esperaria e mais ausente desse reino foi a presença de um irresistível poder celestial. O poder veio, mas em formas silenciosas, gentis: a cura dos doentes e a ressurreição dos mortos. Não houve nada que forçasse imediatamente os ímpios a caírem de joelhos ou abatesse os ímpios poderes. A demonstração de poder divino que veio parecia ser amplamente destinada simplesmente a chamar atenção para o Mestre e sua mensagem; levar pessoas a ouvir, a aprender e a segui-lo alegremente (João 20:30-31; Hebreus 2:3-4). Jesus atingiu, durante algum tempo, alguma celebridade e seguidores populares entre os seus conterrâneos, mas no final eles se voltaram contra ele violentamente, assassinando-o sem um olhar para trás.

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Poder-se-ia admirar que tipo de reino é este que começa assim. E isto é exatamente o que João Batista fez, mesmo antes que isso tudo parecesse terminar com a morte de Jesus. Ele enviou seus discípulos a Jesus, com a pergunta, "És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?" (Mateus 11:3).

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Como pôde João Batista fazer tal pergunta? Ele próprio tinha ouvido a voz de Deus troando seu testemunho do céu "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mateus 3:17). Ele tinha declarado que Jesus era "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29).Talvez a explicação se encontre no fato que este espírito livre do deserto que tinha proclamado o iminente aparecimento do reino de Deus estava agora sufocando na prisão de Herodes.

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Ele tinha, com sua pregação, enchido o deserto judeu com povo, suas expectativas num auge febril, e agora isto! Por que haveríamos de admirar-nos que João, como os discípulos de Jesus, tivesse sonhos de um imediato cataclismo celestial e uma vitória definitiva de Deus? É importante lembrar que aquele, em cujo espírito João Batista veio, tinha também uma vez sido levado a profunda depressão pela chocante reversão de eventos que seguiram sua grande vitória no Monte Carmelo (1 Reis 19). Jesus respondeu a João gentilmente, mas firmemente. "Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço" (Mateus 11:4-6).

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O senhor não promete a João grandes coisas que viriam logo, nem miríades de anjos precipitando-se do céu para endireitar tudo. Havia apenas as maravilhas de curas e a pregação do evangelho aos pobres, os próprios sinais que Isaías tinha dito que anunciariam a chegada do reino do céu (Isaías 35:5-6; 61:1). E abençoados, ele disse, são aqueles que não encontrarão desapontamento nele ou no seu reino.

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Fonte: Estudos da Bíblia

sábado, 7 de novembro de 2009

A família do Pastor


Ela está em segundo plano? É comum encontrarmos líderes e pastores evangélicos vivendo duas realidades bem distintas uma da outra. De um lado um ministério público bem sucedido e conhecido, por outro uma vida familiar e afetiva fragmentada e desestruturada. Por trás de pastores queridos e admirados por suas congregações, sofrem esposas mal-amadas e filhos carentes.

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A fé cristã, em especial para os pastores, tem se tornado institucional, pragmática, técnica, racional, ativista e profissional. Quando isto acontece, olhamos somente o desempenho e os resultados do ministério e nos distanciamos dos vínculos, da intimidade, dos afetos e da relacionalidade.

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Famílias não são perfeitas. Sabemos que existe um ideal e uma busca por santidade que não podem ser menosprezados na caminhada de fé, no entanto, uma ênfase numa vida sem falhas, sem derrotas, sem sofrimento, contrasta com o relato bíblico dos homens que Deus usou. Ser uma família extraordinária, feliz o tempo todo e sem problemas é um fardo difícil de suportar e tem dois destinos previsíveis: a frustração e desilusão ocasionadas pelo abismo entre o discurso e a prática, ou então a hipocrisia e a espiritualização que escondem e disfarçam o erro. E como é difícil para os pastores exporem seus erros e suas fraquezas. Sem ter com quem compartilhar, suas crises e problemas tendem a fi car mais agudos e ao mesmo tempo mais escondidos e camuflados.

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A família de um pastor é também humana, sujeita aos desencontros, às crises pessoais e relacionais. Pastores não vivem emocionalmente bem as vinte e quatro horas do dia, sete dias por semana. Esposas de pastores não possuem todos os dons e virtudes e seusfi lhos não se comportam de maneira perfeita o tempo todo.

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Basta ser uma família comum, humana, capaz de celebrar, afirmar e nutrir o que há de bom, aceitando, perdoando e sendo paciente com suas ambigüidades e ambivalências. Família que reflita a graça de Deus, onde a exigência da perfeição, com seu legalismo acusador e cobrador, dê lugar ao amor paciente e benigno e ao perdão restaurador e terapêutico.

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São muitos os pastores cuja fidelidade à Palavra, zelo por Deus, entusiasmo na sua vocação e dedicação ao ministério são dignos de apreciação e reconhecimento. Tornam-se, no entanto, desprovidos de amor e de carinho, e sua esposa e filhos sofrem não somente com suas prolongadas ausências, como também pela pobreza de suas demonstrações de afeto e ternura.

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O resultado é uma separação entre o ministério público e a família. Muitas pregações, muitas viagens, muitas platéias, muitos compromissos eclesiásticos e ao mesmo tempo um distanciamento gradativo e progressivo da experiência de uma alma apegada a Deus numa relação de afeto, de amor e de intimidade. E como conseqüência também um distanciamento gradativo e progressivo da experiência de uma relação familiar baseada no vínculo, na ternura, no respeito, na admiração e na comunhão.

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O itinerário espiritual mais difícil de nossas vidas de pastores é o que vai do isolamento e do ativismo à comunhão com Deus, conosco mesmo e com o próximo. Para sermos reconhecidos, admirados e aceitos, mergulhamos no afã pragmático de encher nossas igrejas e manter o povo animado e ativo. Quanto mais atividade e mais agitação, mais nos tornamos estressados e impessoais. Vivemos nossas vidas no ativismo religioso e nos tornamos maridos cansados e calados para nossas esposas e pais ausentes e indisponíveis para nossos filhos. O pastor bondoso e dedicado que a igreja conhece não combina com o marido e o pai em casa. Famílias que sofrem, e sem contexto para se abrirem, escondem suas frustrações sob máscaras de desempenho religioso.

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É o Espírito Santo que nos leva a ter a coragem de sair de nossos pedestais e papéis religiosos para reconhecer que temos relegado nossas famílias ao segundo plano. Nossas esposas e nossos fi lhos têm se tornado tão simplesmente coadjuvantes de uma peça onde nós, pastores, somos as estrelas que brilham. Arrependimento é a desconstrução desta maneira irreal de viver e a coragem para buscar o amor, a intimidade, o afeto e vínculo, restaurando de forma saudável a relação marido/esposa e pais/filhos.

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Fonte: Sepal

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Precisamos purificar os nossos templos


Duas vezes em três anos, Jesus expulsou do templo os vendedores e os cambistas (João 2:13-16; Mateus 21:12-13). Sua explicação foi simples: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores."

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Quarenta anos mais tarde, o templo foi destruído. O edifício físico que representava a presença de Deus na terra jamais foi reconstruído, e não teria mais valor para as gerações futuras. O próprio Jesus tinha predito uma mudança no centro da adoração para os servos de Deus. Eles não mais adorariam num monte em Jerusalém, mas nos seus próprios corações (João 4:19-24).

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No Novo Testamento, o templo ou tabernáculo representa: Œ o corpo de cada cristão (1 Coríntios 6:19-20; 2 Coríntios 5:1-4) e a igreja, o coletivo do povo de Deus (1 Coríntios 3:16-17). Estes fatos desafiam-nos a ponderar uma questão importante: o que Jesus faria se tivesse que visitar nossos templos hoje em dia? Ele acharia necessário purificar nossos templos como fez em Jerusalém? Considere as aplicações disso.

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Jesus jogaria fora todas as coisas que impedem nossa obediência pessoal a ele. Se continuarmos a nos corromper com erros doutrinários ou com imoralidade pessoal, o templo de nosso corpo não estará adequado para que Jesus permaneça nele. Que faremos? "... purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2 Coríntios 7:1). Precisamos pôr de lado "toda impureza e acúmulo de maldade" (Tiago 1:21).

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Jesus jogaria fora todas as coisas que os homens acrescentaram, sem permissão, à sua igreja. Não era errado cambiar dinheiro ou vender animais, mas era errado fazer disso a função do templo. Algumas igrejas acrescentaram tantas coisas — até mesmo coisas que são boas em si — à obra da igreja que ela não é mais reconhecida como o organismo espiritual, o qual Jesus morreu para comprar (Atos 20:28). Jesus não morreu para estabelecer uma organização social ou de entretenimento. Ele morreu para salvar almas de pessoas perdidas. Amemo-lo o suficiente para manter o seu templo puro!

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- por Dennis Allan

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Fonte: Estudos da Bíblia

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A integridade moral do Profeta Eliseu


“Mas os que querem ficar ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.9-10).

Um homem íntegro. Integridade moral, de caráter, de fé. Ao saber que poderia pedir o que quisesse a Elias, quis apenas “uma porção dobrada do espírito” do profeta. (2 Reis 2.9). Essa unção valeria muito mais do que mil barras de ouro.

A sua retidão de caráter se revelou de forma cristalina quando recusou uma “bênção” de Naamã. O poderoso chefe do rei da Síria iniciou viagem com “dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupas” (5.5). Uma fortuna equivalente a mais ou menos trezentos e quarenta quilos de prata e setenta e cinco quilos de ouro, afora as roupas. As portas estariam abertas para ele e seria recebido com honras.

Habituado às reverências e aplausos na casa real, ficou decepcionado com a recepção que lhe dera Eliseu. Pensou que o profeta estaria perfilado, ele e seu moço, à porta de sua casa para saudá-lo. Não se pode negar que, fosse nos dias atuais, Naamã ficaria mui alegre. Teria imediato assento ao lado do celebrante, no púlpito, e seria o primeiro a dar seu testemunho antes e depois da cura.

Por isso, Naamã muito se indignou:

“Eis que eu dizia comigo: Certamente ele sairá, pôr-se-á em pé, invocará o nome do Senhor seu Deus, e passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso” (5.11).

Há muitos apressadinhos que desejam uma solução rápida para seus problemas. Uma palavra mágica, uma oração urgente, um amuleto em que possam tocar e ficarem sarados. E ricos, muito ricos.

Deus não deseja curar apenas nossos males físicos. Muitas vezes, Ele nos faz caminhar pelo vale da sombra da morte, por caminhos que se nos parecem difíceis, portas e caminhos estreitos para quebrar nossa soberba. Não há vitória sem luta, como não há salvação sem arrependimento.

Naamã, que tinha um exército sob suas ordens, jamais imaginou que fosse obrigado, pelas circunstâncias, a submeter-se a um humilde homem. O profeta não se deu ao trabalho de falar pessoalmente com o poderoso chefão. Mandou um mensageiro:

“Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado” (5.10).

Naamã recebeu o recado como um insulto, uma afronta. Não aceitaria tal ultraje. Ele era o chefe do exército do rei, do rei da Síria. Merecia tratamento honroso. Mas resolveu ouvir o conselho de seus servos; olhou para a lepra que avançava; de que adianta ser um general de guerra e ser leproso? Será que esse tal de Eliseu não sabe que eu sou um homem rico?

A lepra do pecado é muito mais danosa. Eliseu poderia curar Naamã com poucas palavras, mas o leproso voltaria com a mesma soberba. Banhar-se no Jordão sete vezes seria equivalente a descer à casa do oleiro, a assimilar o princípio da obediência. Se Naamã tomasse seis banhos e não sete, não ficaria curado. Deus requer submissão total; entrega total; confiança total.

Após a cura, outra decepção. Instado a receber muitos quilos de ouro e prata como retribuição pelo benefício divino, o profeta simplesmente recusou. É possível que nem tenha conhecido o montante da “bênção”.

Naamã não sabia que existia esse tipo de homem. Pensava que todas as consciências poderiam ser compradas e todo o tipo de fortaleza moral poderia ser vencido com ouro e prata. Diante do que temos visto, o que os leitores acham que aconteceria hoje? Com certeza, receberia Naamã uma oração especial de meia hora; seria apresentado às ovelhas como o irmão Naamã, o maior benfeitor do ministério; seu nome seria colocado numa placa de ouro, em homenagem ao “grande homem de Deus”; seria convidado a ser dizimista da igreja.

Naamã encontrou no profeta uma fortaleza moral inexpugnável. Eliseu recebeu a unção de graça; de graça recebeu o dom da fé, os dons espirituais, a capacitação e a salvação. Receber uma oferta logo após uma cura seria mercadejar os dons recebidos.

O profeta era homem justo e temente a Deus. Sua resposta a Naamã foi uma ducha de água fria:

“Vive o Senhor, em cuja presença estou, que não a aceitarei” (5.16). Faço questão de repetir: “EM CUJA PRESENÇA ESTOU”. Eliseu tinha plena convicção de que Deus estava naquele lugar. Da mesma forma Deus está presente nas falcatruas dos “profetas de Deus” de hoje. A diferença é que Eliseu era íntegro.

Geazi, o moço de Eliseu, não tinha o mesmo pensamento e a mesma integridade. Por isso, recebeu o duro castigo de ficar leproso: “Portanto a lepra de Naamã se apegará a ti e à tua descendência para sempre” (5.27).

Alguns há que não sabem manipular grandes quantias em dinheiro sem se contaminarem. Os geazitas de hoje estão leprosos. São “profetas” a “apóstolos” leprosos. Deveriam se espelhar na integridade moral de Eliseu para servirem de exemplo para o rebanho. Deveriam ter vida “irrepreensível”. Porém, fazem moucos seus ouvidos à advertência do apóstolo:

“Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão” (1 Tm 6.11)

Fonte: JesusSite

sábado, 17 de outubro de 2009

Rede Record e suposta " igreja " : A vontade de Deus não importa!

“Eu decidi matar um ser que está no meu corpo, mas não me pertence!”

“Eu decidi ser uma assassina!”

“Eu decidi matar com o incentivo do bispo Macedo, maior evangelista do século!”( ?????????? )

“Eu decidi amar e seguir ao Diabo!”

“Eu decidi ir contra Deus e sua Palavra!”

“Eu decidi ir para o Inferno!”

Parabéns, mulheres ( Mundanas e sem compromisso com Deus )! Ótima decisão! Parabéns, senhor doutor e bispo Edir Macedo! Parabéns, Rede Record! Os demônios estão em pé, batendo palmas para vocês, mais uma vez!







Texto com pequena adaptação retirado do Blog do Pastor Ciro Zibord

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pastor solteiro pode ?






O exemplo de Jesus autoriza pastores solteiros?


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Antes de responder à pergunta, devemos colocá-la no contexto do ensinamento do Novo Testamento. Alguns fatos são evidentes nas descrições da igreja primitiva no Novo Testamento: Os termos presbítero, pastor e bispo são descrições diferentes dos mesmos servos (Atos 20:17,28; 1 Pedro 5:1-2); Deus revelou, pelas epístolas de Paulo, qualificações essenciais que todos os presbíteros/bispos/pastores devem ter (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9).


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Ele introduziu estas qualificações com as expressões “É necessário” e “é indispensável”; Entre as qualificações, ele incluiu: “esposo/marido de uma só mulher” (1 Timóteo 3:2; Tito 1:6). As igrejas que seguem a palavra de Deus, portanto, insistem em pastores casados, além de exigir as outras qualificações (filhos crentes, caráter irrepreensível, capacidade para ensinar, etc.)


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Mas, as práticas da maioria das denominações atuais são outras. Uma série de mudanças ao longo da história já criou um entendimento diferente e bem difundido no mundo religioso. Muitas igrejas fazem uma distinção não-bíblica entre pastores, presbíteros e bispos. A maioria adota qualificações humanas (formação teológica, por exemplo) no lugar das qualificações dadas por Deus. Como resultado, muitos são chamados “pastores” sem ter as qualificações bíblicas. Alguns são solteiros. Outros são casados, mas sem filhos ou com filhos pequenos, ainda incapazes de ser crentes.


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Quando alguém questiona as qualificações destes pastores, as defesas são várias. Muitos simplesmente citam as normas das suas denominações sem se preocuparem com a palavra de Deus. Desta maneira, justificam até “pastoras”! Outros adotam interpretações que acrescentam palavras ao texto bíblico, dizendo que “se o pastor for casado, deve ter uma só mulher”. O problema óbvio é que o texto não diz isso, e nós não temos direito a acrescentar nada à palavra revelada pelo Espírito Santo.


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Uma outra abordagem para justificar os pastores não qualificados é citar o próprio Jesus que, mesmo sem se casar, é o Supremo Pastor (1 Pedro 5:4; João 10:11). Se Jesus tivesse dito para escolher pastores baseado no exemplo dele, este argumento seria válido, mas incompleto. Se for aplicar o exemplo de Jesus acima da palavra revelada, teríamos que aceitar a noção católica de um pastor celibato sobre a igreja universal, pois Jesus é o pastor da igreja toda! Mas o testamento de Jesus, que entrou em vigor após a sua morte, exige pastores casados que governam bem as suas famílias e cuidam de igrejas locais.


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Vamos seguir a palavra do Senhor ou as tradições dos homens? Leia Mateus 15:6-9!


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– por Dennis Allan


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Pastor : Seu rebanho começa em casa



Inicio esta reflexão lembrando o que Paulo ensinou ao jovem pastor Timóteo: “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher ... Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia 5 (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);” (1Tm 3:2a, 4-5 ACF).
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A vida do pastor começa em casa. É no lar que ele tem ou não tem autoridade espiritual. Este é o calcanhar de Aquiles de muitos obreiros. Focam a Igreja e a comunidade em volta, bem como as amizades, mas se esquecem de duas coisas essenciais: a vida devocional e a vida familiar. Aqui estão os dois pilares da vida pastoral.
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O insucesso de muitos obreiros está ligado à falta de compromisso na intimidade com Deus e na família. Isto é muito sério. Deve haver sempre coerência entre a vida dentro e fora do lar, pois as pessoas estão de olho na vida do pastor.Tedd Tripp, em seu artigo da Revista Fé para Hoje, nos ensina: “O lar é um microcosmo da igreja. As qualidades da vida espiritual que dão credibilidade ao pastor em casa fornecerão a mesma medida de confiança às pessoas que ele serve na Igreja… A vida familiar é a fornalha, na qual as características do pastor serão forjadas”.
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A nossa vida no lar é a medida da nossa autoridade. Como pastor, devo ser um líder espiritual em casa e na igreja, um marido e pai, bem como um protetor. A nossa espiritualidade definirá que tipo de líderes somos em casa e na igreja. Deus nos chamou à coerência de Cristo, o nosso Supremo Pastor. O pastor que tem sua família bem estruturada é um homem que dá um excelente testemunho do evangelho de Cristo. Na contramão desta verdade, Eli, sacerdote em Israel, cuidava do sacerdócio, mas não foi enérgico com os seus filhos. “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial; não conheciam ao SENHOR. ... Era, pois, muito grande o pecado destes moços perante o SENHOR, porquanto os homens desprezavam a oferta do SENHOR.” 1º Samuel 2.7 ACF).
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A nossa casa é o primeiro templo onde devemos cultuar ao Senhor com todos da família. Se falhamos em casa, falhamos na igreja. Se não temos autoridade em casa, não a teremos na igreja. A qualidade do nosso ministério dependerá da nossa qualidade em casa. Se não somos enérgicos em casa, como seremos na Igreja? Se não levamos a sério a disciplina no lar, como será na igreja? Se não pastoreamos o nosso pequeno rebanho, como o faremos com o grande? É a lei de causa e efeito! O lar deve ser sempre o fator que causa as mudanças relevantes na Igreja.
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Há uma retroalimentação aqui.O Dr. Maybue (Redescobrindo o Ministério Pastoral, da Editora CPAD) cita um bestseller sobre o ministério pastoral que contém um capítulo intitulado ' Alerta: O Ministério Pode Ser Uma Ameaça para Sua Família’. Por mais chocante que seja, o título reflete com precisão a realidade do ministério pastoral hoje. Uma pesquisa pastoral realizada há alguns anos, publicada em um jornal importante, descobriu as seguintes dificuldades significativas que produzem problemas conjugais nas famílias de pastores: 81% tempo insuficiente em conjunto; 71% uso do dinheiro; 70% nível de renda; 64% dificuldades de comunicação; 63% expectativas da congregação; 57% diferenças quanto ao lazer; 53% dificuldades na criação dos filhos; 46% problemas sexuais; 41% rancor do pastor com relação à esposa; 35% diferença quanto à carreira ministerial e 25% diferenças quanto à carreira da esposa.”
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Esta pesquisa aponta para uma realidade pior nos dias de hoje. Aumenta sensivelmente as separações em nossas igrejas, inclusive de líderes. Uma série de fatores comprova esta triste realidade. Como líderes, não temos sido cuidadosos, prudentes na relação familiar. Não temos sabido conciliar os compromissos do lar com os demais. Sentimo-nos pressionados, muitas vezes, pela opinião pública. Deus, família e igreja são o trinômio fundamental na vida do homem de Deus. Richard L. Maybue nos alerta, dizendo o seguinte: “A única maneira de reverter o declínio geral da qualidade das famílias dos pastores é voltar aos princípios espirituais para o casamento e a família. Entendo que, quaisquer que sejam as pressões hoje vigentes, elas já tiveram equivalentes no passado e terão paralelos no futuro… Portanto, a família do pastor deve ser uma prioridade em sua vida”.
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Fonte: Associação dos Diáconos Batistas do Rio de Janeiro - ADBERJ via newsletter Frank Medina / Artigo publicado com o título "Pastor: seu primeiro rebanho é a sua casa!".Oswaldo Luiz Gomes Jacob é pastor da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa – RJ
Via:EAG

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Caráter de um Bom Casamento


Diz-se com freqüência que um bom casamento é uma "amostra do céu". O companheirismo de que um homem e uma mulher podem gozar em relação ao casamento é uma bênção imensa dada por nosso Criador (Gênesis 2:18-24). Certamente, Deus destinou o casamento a ser benéfico e satisfatório para ambos, o esposo e a esposa. Infelizmente, muitos casais não descreveriam seus casamentos como "celestiais".

Estratégias Inaproveitáveis

O que podemos fazer para termos "bons casamentos"? Homens e mulheres têm tentado várias estratégias para assegurar casamentos bem sucedidos. Muitos têm raciocinado que o modo de ter um bom casamento é casar-se com a pessoa de melhor aparência possível. Conquanto não seja pecado ser fisicamente atraente, a aparência pessoal não é garantia de que uma pessoa será uma boa companheira. O homem extremamente elegante ou a mulher impressionantemente bela com freqüência não dão bons esposos! Outros têm concluído que um casamento espetacular e uma lua-de-mel dispendiosa são o ponto de partida de um bom casamento. Contudo, estas são coisas que não duram muito tempo e quando a grandiosidade da cerimônia e a emoção da lua-de-mel passam, é comum que o esposo e a esposa descubram que sua relação não é realmente muito boa. Ainda outros têm seguido a estratégia de acumular bens antes de casar ou, em alguns casos, de procurar uma pessoa rica com quem casar! Tal segurança financeira constituirá, pensam eles, o alicerce de um bom casamento. Algumas vezes parceiros em al relação assentada sobre a riqueza material pagarão quase tudo para escapar do casamento. O resultado de tais preparativos financeiros é que há mais bens a serem divididos quando o casal se divorcia.

Deverá ser notado que não há nada inerentemente pecaminoso em ser fisicamente atraente, ter um grande casamento e uma lua-de-mel agradabilíssima ou mesmo economizar dinheiro antes do casamento com a esperança de um padrão de vida mais alto. Cada uma destas coisas pode ser uma bênção para um casamento. Nenhuma destas coisas, contudo, resulta necessariamente em um bom casamento. Se desejamos relações satisfatórias, precisamos abandonar as soluções e valores de sabedoria humana e consultar o manual de casamento escrito por Aquele que criou o casamento no princípio. Na Bíblia podemos encontrar toda a informação que precisamos para construir casamentos bem sucedidos.

Instruções Divinas

As Escrituras ensinam que o casamento é destinado a durar até que um dos cônjuges morra (Romanos 7:1-3; Marcos 10:9). Se cada parceiro mantiver esta convicção, o casamento terá uma possibilidade maior de dar certo. Quando aparecem problemas (e sempre aparecem!), tanto o esposo como a esposa empenham-se em resolvê-los em vez de procurar escapar facilmente através do divórcio.

Quando Paulo escreveu sobre as responsabilidades dos cônjuges, ele observou que as esposas deveriam ser submissas a seus esposos (Efésios 5:22-24). Ele ordenou ainda mais que os esposos deveriam amar suas esposas (Efésios 5:25-29). Este amor (na língua grega, "agape") não é de puro sentimento ou mesmo a expressão de palavras vazias, mas é antes o resultado de uma escolha moral e expressa-se em ação. Elcana, pai do profeta Samuel do Velho Testamento, evidentemente amava profundamente sua esposa Ana (1 Samuel 1:1-8). Ele expressou seu amor por ela através de sua generosidade. Além do mais, este tipo de amor busca o bem estar de outros independente do tratamento com que eles retribuem. O apóstolo Paulo descreveu o caráter deste amor em 1 Coríntios 13:4-7. As responsabilidades de amor e submissão incluem outras específicas.

Por exemplo, para amar sua esposa, o esposo tem que se comunicar com ela. Para procurar o melhor bem estar da esposa, ele precisa entender as necessidades e desejos dela. Mais uma vez, observando o exemplo de Elcana e Ana, quando ela estava triste por causa de sua esterilidade e da provocação de sua rival, Elcana procurou descobrir a causa de sua angústia (1 Samuel 1:4-5, 8). Se o esposo comunica a razão para suas decisões, torna-se muito mais fácil para a esposa submeter-se. Sem comunicação adequada entre cônjuges, é extremamente difícil, talvez impossível, ter-se um bom casamento. Comunicação franca entre esposo e esposa permite a cada um entender melhor o outro, evitando muitos desentendimentos. A participação nas opiniões, sonhos e temores através da comunicação permite uma intimidade que ajuda a unir o casal.

Honestidade

Todos os bons casamentos exigem honestidade e discrição de ambos. Tanto esposo como esposa deverão empenhar-se em sempre falar a verdade um ao outro (Efésios 4:25; Colossenses 3:9). Bons casamentos dependem da confiança e uma mentira descoberta destrói essa confiança. A esposa que descobre que seu esposo mentiu para ela em um assunto imaginará que ele no futuro estará mentindo também sobre outros assuntos . . . mesmo que ele esteja falando a verdade. Infelizmente, aqueles que praticam o engano com freqüência acreditam arrogantemente que são muito inteligentes para "serem apanhados". O mentiroso pode freqüentemente cobrir seu engano por algum tempo, mas as mentiras costumam ser descobertas. A esposa que esconde informação de seu esposo está também praticando o engano, uma forma de desonestidade. A suspeita que resulta quando o engano é descoberto ameaça a bela intimidade possível num casamento.

Discrição

Quando duas pessoas vivem juntas ainda que por curto período de tempo, elas podem aprender algumas coisas nada lisonjeiras sobre um e outro. Num bom casamento, o esposo não falará destas faltas de sua esposa com outros. Ele protegerá a reputação dela à vista dos outros, enquanto trabalhará para ajudá-la a melhorar nessas áreas. De modo semelhante, a esposa não discutirá as fraquezas de seu esposo com outras pessoas. A prática de tal discrição encorajará maior intimidade na comunicação dentro do casamento. Cada parceiro sentir-se-á bem partilhando com o outro os pensamentos mais particulares porque ele ou ela sabe que estes pensamentos não serão revelados a outros.

Fidelidade Sexual

Poucas coisas destroem um casamento mais depressa do que a infidelidade sexual. Num bom casamento, cada parceiro tem não somente de se abster de atos abertos de impureza sexual, mas não deve dar ao outro causa para suspeita. O esposo precisa evitar que seus olhos se fixem na direção de outras mulheres e a esposa tem que ser cuidadosa para que seu comportamento a respeito de outros homens seja puro (Mateus 5:27-28).

Respeito

O resumo feito por Paulo das responsabilidades do esposo e da esposa em Efésios 5:33 revela que a submissão da esposa envolve respeito ao seu esposo. Do mesmo modo, o esposo não deverá tratar sua esposa como inferior a ele porque ela voluntariamente aceitou uma posição de submissão (1 Pedro 3:7). Em vez disso, ele deverá tratá-la com dignidade e consideração. Ele não deve diminuí-la nem tratá-la com aspereza ou amargura simplesmente porque Deus lhe deu autoridade na família (Colossenses 3:19).

Altruísmo

O egoísmo está na base de um número incrível de dificuldades matrimoniais. É extremamente difícil viver com alguém que sempre pensa só em si mesmo. Cuidar de uma criança é trabalho duro porque ela não tem consideração com as necessidades e desejos dos outros. Suas necessidades precisam ser satisfeitas imediatamente ou ela fará com que seus pais saibam de sua infelicidade por meio de gritos estridentes! Como adultos, já deveremos ter ultrapassado tal egoísmo, mas infelizmente alguns esposos agem bem dessa mesma maneira. Se as coisas não são feitas como lhes serve, eles ficam trombudos ou têm ataques de cólera, muito parecidos com os das crianças que não sabem de nada melhor. A mulher virtuosa de Provérbios 31 sacrificava-se, trabalhando para prover a sua casa (Provérbios 31:10-31). Cada cônjuge [amadurecido] deverá estar querendo pôr as necessidades e desejos do outro antes do seu próprio, se necessário (Filipenses 2:4; 1 Coríntios 13:5), e os que são infantis não deveriam casar-se!

Paciência

A paciência é o lubrificante que evita que o casamento se aqueça demais quando os problemas provocam atrito entre os parceiros. Uma falta de paciência, no mais das vezes, resulta em decisões insensatas ou irritação. Tiago deu bom conselho quando escreveu "Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus" (Tiago 1:19-20). A paciência é aquela qualidade que permite a uma pessoa suportar com calma serenidade uma situação que não é ideal ou desejável (longanimidade; Gálatas 5:22; Efésios 4:2; Colossenses 3:12). A impaciência é quase sempre uma forma de egoísmo na qual nos tornamos furiosos porque as coisas não estão acontecendo do modo que queremos que aconteçam. Haverá muitas ocasiões durante um casamento nas quais as coisas não serão ideais!

Humildade

Algumas pessoas não querem admitir nenhuma falha. É inevitável que um cônjuge peque contra o outro. A humildade é a qualidade que permite-nos reconhecer nossa própria falibilidade, admitir nossas faltas e pedir perdão àqueles que tivermos maltratado. A pressuposição de que sempre sabemos o que é melhor ou que nunca cometemos nenhum erro é uma forma de arrogância. Tal arrogância é oposta ao amor (1 Coríntios 13:4). Num bom casamento, ambos os parceiros servirão um ao outro fazendo muitos pequenos favores. A arrogância não permite a "atitude servil" (João 13:1-15). A humildade também ajuda a perdoar os outros que pecam contra nós, porque nos lembra que nós mesmos somos falíveis e freqüentemente necessitamos ser perdoados (Efésios 4:31-32; Colossenses 3:13). No decorrer de um casamento, haverá muitas oportunidades para perdoar seu cônjuge! Ofensas não perdoadas tendem a ser como feridas não curadas, inflamadas; elas afetam severamente a saúde da relação.

Quando alguém está procurando um bom companheiro ou simplesmente tentando melhorar uma relação conjugal existente, estes princípios ajudarão a assegurar um casamento bem sucedido. De fato, muitos desses traços característicos que promovem um casamento bem sucedido podem ser aplicados praticamente em qualquer relação humana para torná-la melhor!

­por Allen Dvorak

Se o casamento com divorciados é pecado, por que muitas igrejas o aceitam ?


Esta pergunta excelente abrange vários assuntos de uma vez. Temos publicado alguns estudos sobre o divórcio e sobre questões de doutrina e prática de igrejas.
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Vamos fazer um pequeno resumo de alguns fatos importantes.
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1. Algumas pessoas e algumas igrejas inteiras se desviam da verdade e não ensinam nem praticam o que Jesus manda (Atos 20:28-30; 1 Timóteo 4:1; Tito 1:10-11; Gálatas 1:6; Apocalipse 2:5,14-16,20-23; 3:3,16-19).
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2. As práticas comuns “nas igrejas” não servem como padrão. A palavra de Jesus é o padrão, e nós não devemos ir além dela (João 12:48-49; 1 Coríntios 4:6; 2 João 9).
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3. Há diferenças de entendimento entre alunos da Bíblia que devem ser resolvidas por meio do estudo honesto e humilde (1 Coríntios 1:10). Infelizmente, as tradições, os interesses e opiniões de homens, frequentemente, ocultam a palavra de Deus (Mateus 15:3,6).
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4. A tendência de alguns pastores e de algumas igrejas é de suavizar a palavra, oferecendo “liberdades” que Jesus não nos deu (2 Pedro 2:1-3). Tais falsos mestres serão julgados por Deus (Tiago 3:1).
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5. Em geral, os divorciados não têm direito de casar de novo, pois Jesus diz que tais casamentos são adúlteros (Lucas 16:18; Marcos 10:9-12). Adúlteros não participam do reino de Deus (1 Coríntios 6:9-10).
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6. O próprio Jesus deu apenas uma exceção a essa regra geral (Mateus 5:32; 19:9). Quando uma pessoa divorcia por causa das relações sexuais ilícitas do seu parceiro, esta pessoa inocente não comete adultério quando se casa novamente.
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7. A palavra de Jesus exige sacrifícios. Às vezes, os sacrifícios são doloridos e radicais (Mateus 5:29-30; Marcos 8:34-38; 10:21-22; veja o exemplo de Esdras 9 e 10). Muitas igrejas hoje esquecem desses princípios e colocam a “felicidade” nesta vida acima da vida eterna.
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8.Há hoje muitas igrejas que mantêm comunhão com pessoas que vivem abertamente na imoralidade desrespeitam a vontade de Cristo, valorizando a paz com homens acima da paz com Deus (1 Coríntios 5:9-13; 2 Tessalonicenses 3:6,14; Apocalipse 2:14,20; Tiago 3:17; Romanos 12:1-2).
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9. Nenhum homem ou grupo de homens tem direito de alterar a palavra do Senhor, nem para aceitar o que ele proibiu, nem para proibir o que ele autorizou (Apocalipse 3:7). O julgamento final será individual (2 Coríntios 5:8-10). A palavra de pastores ou de concílios humanos não servirá de defesa para justificar os nossos pecados (Mateus 7:15-23; Hebreus 10:26-31).
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Seja fiel a Deus, seja fiel a seu cônjuge, seja crente em Jesus !

domingo, 11 de outubro de 2009

Sou divorciado, posso ser Pastor ?

10 motivos para a resposta NÃO !!!!

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1. Ele não é exemplo dos fiéis.

Em 1 Tm 4:12, Paulo exorta ao pastor Timóteo para que seja "...o exemplo dos fiéis..." O homem que está no segundo, e em até alguns casos, terceiro ou mais casamentos, não pode ser exemplo dos fiéis, por não ser esta a vontade de Deus para o seu povo: Ele odeia o divórcio (Mal 2:16). Os jovens de tal igreja estariam automaticamente, levantando a possibilidade de o seus futuros casamentos, se não derem certo "como o do pastor", o divórcio seria uma opção e ainda Deus os estaria ainda abençoando após algumas "tribulações..." Desastroso exemplo seria também para os que entrarão ou já estão no ministério pastoral. O cristianismo verdadeiro não segue o lema de "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Paulo disse "sede meus imitadores como eu sou de Cristo"( 1Cor 3:15). O ministério pastoral não é para qualquer um, mas para os que tem condições morais de dar exemplo ( Heb. 13:7).

2. Ele não é irrepreensível.

Em 1 Tm 3:2 temos as qualificações para o pastor: " Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível..." A palavra traduzida por irrepreensível usada no texto acima é no grego "anepleptos". Ela aparece 3 vezes no Novo Testamento, a saber: 1 Tim 3:2, 5:7 e 6:14. O significado é sempre o de alguém de quem não se pode falar nada contra, sem mancha, sem culpa inacusável. Independente ser ou não o causador do divórcio ( se é que existe tal condição ), o homem que passou por esta experiência não se encaixa nas exigências bíblicas e será usado pelo Diabo para escandalizar e envergonhar o evangelho. Existe "pastor" que se casou em rebeldia contra os conselhos dos pais, de amigos e até de seus pastores atraindo as maldições do Senhor. Tal flagrante violação da vontade de Deus, tornou tal crente o único responsável pela falência do seu próprio casamento, desqualificando-o de uma vez por todas, para o exercício do pastorado.

3. Ele não é marido de uma mulher.

"Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher... " (1Tim 3:2). A expressão "marido de uma mulher" significa muito mais do que o leitor superficial possa imaginar. O ensino é que a mulher com quem o bispo é casado, é a sua primeira e única! Não tem nada a ver com a condenação de relacionamentos simultâneos, o que seria adultério. A condenação da poligamia seria um absurdo tão redundante e flagrante que Paulo não precisaria se referir para uma pessoa especial como o bispo. O que está em jogo é a conduta ilibada e irrepreensível do pastor no seu relacionamento singular com a sua primeira esposa. Veja o verso afim em 1 Tim 5:9. "...e só a que tenha sido mulher de um só marido." É óbvio que a viúva a que Paulo se refere, só poderia receber auxílio da igreja se tivesse vivido com um só homem. Por estar ele morto não haveria outro. Esta é a mesma construção gramatical que se refere a situação do pastor, apenas invertendo-se os substantivos. A ênfase em 1 Tim 3:1 sobre a vida conjugal do pastor é tão flagrante, que a mesma palavra que é usada para expressar a unicidade da mulher da sua vida, é usada também em todas as vezes no Novo Testamento para expressar que marido e mulher se tornam uma só carne. O homem que se divorcia e se casa com outra mulher não reverte o se tornar uma só carne com a primeira, portanto ele não é mais marido de uma só mulher nem na singularidade nem na ordem numeral. Se voltasse para a primeira mulher cessaria o adultério, mas a desqualificação está selada para sempre.

4. Ele não tem autoridade para exortar nem aconselhar.

Certo pastor, que estava no segundo casamento, teve a audácia de, ao pregar numa determinada igreja, mencionar a sua indignação ao se deparar com colegas que estavam no segundo casamento...Tal falta de honestidade e coerência nos faz lembrar a advertência do Mestre que disse "Ou como dirás ao teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu" ( Mat 7:5 ). O divorciado não pode pregar numa igreja como pastor, muito menos aconselhar os casais crentes sobre família, porque a sua não é mais exemplo. Se tentar aconselhar estará sendo hipócrita, se não aconselhar estará sendo omisso com o ministério mutilado. Não tem jeito, o cristianismo não funciona segundo palavras vazias, mas com exemplo de vida. Mesmo que o homem não tenha se casado novamente, a situação de separação da primeira esposa já o desqualifica para o pastorado.

5. Ele contradiz a própria palavra que prega por exercer, em rebeldia, uma posição para a qual Deus não o permitiu nem o chamou.

Quando o pastor sobe ao púlpito para pregar, ele não pode expressar as suas opiniões. Ele tem que entregar uma mensagem que não é a sua. Ele tem que pregar a Palavra de Deus em obediência a Cristo. Se o pregador está em rebeldia no seu viver, ele está desqualificado para pregar. Suas palavras são vazias e sem unção. Não importa o que a igreja pense, o tamanho da congregação, ou quantas conversões acontecem: o seu líder nessas condições está sem a bênção do Senhor, não importando os "sinais externos": os resultados não autenticam a fonte (1Cor 3:13-15).

6. Ele seria um desastre espiritual a médio e longo prazo para a igreja imatura que o aceitar.

Não se pode colocar o pecado em compartimentos. Quando ele entra na igreja sob a forma de omissão e rebeldia contra a palavra de Deus, qual fermento se espalha para vários outros setores. Com o pecado não se brinca. A tendência do homem é o pecado, principalmente na área de família e sexo. Na igreja isto também se verifica. Se a liderança não tem os padrões de Deus, a degeneração dos crentes é certa. Os líderes cristãos não podem ser egoístas, buscando seus interesses a curto prazo nem status de liderança para encobrir pecados pessoais. Se os padrões são decadentes, pode esperar que os crentes que se desenvolveram dentro do ambiente de tolerância com o pecado serão cada vez mais decadentes, frios e finalmente apóstatas. Veja as advertências do Senhor às 7 igrejas do Apocalipse. A igreja local muito menos ordem de pastores não têm autoridade para aceitar um pastor divorciado. Eles estariam em rebeldia contra a palavra de Deus, independente do número de votos que homologou a aceitação. Os crentes sérios que porventura pertençam a tal igreja deveriam imediatamente se retirar dela, recusando submeter-se a um líder desqualificado e não aprovado por Deus. O voto da maioria nesse caso não opera a vontade de Deus (Ex.23:2).

7. Ele desonra o gesto nobre de ex-pastores que abandonaram o ministério por fracassarem no casamento.
Há diversos casos de pastores que, apesar de terem o chamado de Deus para o ministério, tiveram a dignidade e a nobreza de abandoná-lo após se desqualificarem devido ao divórcio, separação ou conduta. Quando alguém insiste em permanecer no ministério nessas condições está desonrando a Deus e a esses homens dignos que entenderam que não era mais a vontade de Deus a sua liderança sobre o Seu povo. Quando alguém assim permanece no ministério, na verdade está se julgando muito importante e indispensável para o trabalho de Deus (Luc. 17:10).

8. Ele destruiu o modelo de compromisso eterno e indissolúvel entre Cristo e a igreja.

O relacionamento eterno entre Cristo e os salvos, é comparado com o do marido e esposa cujo compromisso não é para ser quebrado (Ef. 5:22-33).

9. Ele não pode celebrar nenhum casamento.

Até que a morte os separe (Rom. 7:2-4, 1Cor 7:39) ? Como pode um pastor proferir os votos conjugais para um casal de noivos , se ele mesmo não cumpriu na sua vida?

10. Ele está contribuindo para a degeneração dos padrões familiares das gerações seguintes.

Se pastores, tendo suas famílias dentro dos padrões bíblicos, já sofrem com a desintegração de várias famílias da membrezia, imagine se do púlpito vem o péssimo exemplo do fracasso conjugal. Nesse caso os fundamentos da família estão abalados para as gerações seguintes (Sal. 11:3).

Conclusão

O divórcio é uma ameaça para a família cristã. As sua conseqüências são devastadoras para a família. Por esse motivo "...o Senhor Deus de Israel diz que aborrece o repúdio..." (Mal 2:16). O homem que foi chamado para anunciar a palavra de Deus como pastor não pode ser divorciado, muito menos casado pela segunda vez. Se alguém está nessa triste situação deve ter a humildade suficiente de abandonar o ministério urgentemente para não causar mais prejuízos ao testemunho do evangelho e procurar exercer os seus dons fora da liderança da igreja, pois o seu chamado acabou tão logo tenha ocorrido a desqualificação. Para os crentes que desfrutam a bênção de ter o seu casamento dentro da vontade de Deus, fica o alerta para, humildemente, reconhecer a graça do Senhor (1Cor. 10:12) e buscar em fervente oração, forças e discernimento para combater as armadilhas do maligno para a destruição da família.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Carisma ou Caráter ? Os valores que regem a atual igreja Brasileira


Um ser humano de caráter é um exemplo de vida;
uma pessoa de caráter que tem carisma influencia positivamente muita gente para o bem;
mas um homem que só tem carisma
e não tem caráter é um mal para a sociedade.

Caráter é o conjunto das qualidades boas ou más de um indivíduo e que lhe determinam a conduta diária e a concepção moral. O livro de Jó 1: 1 afirma: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto (de caráter), temente a Deus e que se desviava do mal”. A vida desse servo de Deus traz profundas lições para a vida cristã.

Os sinalizadores do reino de Deus

Nesses quase vinte anos de ministério pastoral, tenho convivido e conhecido pessoas de diversas formações e costumes. Algumas sendo verdadeiros exemplos a serem seguidos. Pessoas nobres, de uma fineza contagiosa, cujo discurso não difere de sua prática. Verdadeiros sinalizadores do reino de Deus. Suas vidas servem para iluminar e mostrar o melhor caminho a ser seguido.

São pessoas de quem o testemunho fala mais alto que suas palavras. Pessoas de uma só agenda: o que elas marcam, cumprem. Pessoas de quem não precisamos duvidar do que dizem porque é exatamente o que elas vivem. Pessoas com um profundo senso de justiça, honestidade, fidelidade, imparcialidade e de desejo sincero de servir e de obedecer a Deus. Elas são motivos de inspiração.

Tenho visto pessoas assim em meu ministério. Elas têm-me ajudado a olhar sempre no espelho e perguntar àquela imagem que ali aparece: “E você, como está sendo visto pelos outros?”. Graças a Deus por estas pessoas que têm carisma e caráter. A reflexão sempre foi um bom caminho para reconhecermos quem somos, para onde estamos indo. Por isso é imprescindível fazermos essa auto-análise freqüentemente para alcançarmos as mudanças necessárias.

Elas parecem, mas não são

Todavia tenho conhecido também, nesses quase vinte anos de ministério pastoral, muitas pessoas difíceis de serem definidas. Porque parecem nobres, distintas, cheias de carisma, mas no convívio do dia-a-dia percebe-se que o discurso é diferente de sua prática. Parecem estar na luz, mas estão nas trevas. A convivência diária é o melhor caminho para se conhecer alguém: ninguém consegue ser o que não é por muito tempo.

Essas pessoas têm um testemunho que é comprometedor à fé que declaram. Pessoas que negociam valores e acham que a popularidade é melhor que a honestidade. Têm carisma, mas não têm caráter. Pessoas de duas agendas. Pessoas que parecem não ter senso de pureza, honestidade, justiça, fidelidade, imparcialidade e muito menos temor de Deus. Pessoas que maculam o nome do absoluto Deus. “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência”, Cl 3: 5-6.

Essas pessoas são capazes de influenciar outros menos vigilantes e fazer dos tais seus súditos. Pessoas que têm dons e talentos, mas não têm o fruto do Espírito. Pessoas que têm carisma, mas não têm caráter. Tais pessoas comprometem o desenvolvimento da igreja de Jesus. “Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão”, 1Tm 6: 11.

Carisma sim, mas com caráter.

Acredito que temos de rever constantemente nossos verdadeiros valores. O carisma é importante, mas não pode estar divorciado do caráter. O caráter é mais importante que nossos dons e talentos. A igreja de Corinto era uma igreja de muitos talentos, porém pecava por ser jactanciosa, egoísta, irar-se facilmente, pregar uma coisa e viver outra. Ela não tinha o caráter de Deus, a exemplo de Jó que foi um homem íntegro e reto, um homem de caráter.

Os dons sem o fruto, o carisma sem caráter, são como um pneu sem câmara quando fura: ele vai vazando lentamente até chegar ao colapso. Quantos já vivem num colapso e não perceberam ainda, ou melhor, já se acostumaram viver no colapso do caráter: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência”, 1Tm 4: 1-2.

Tenho dito que caráter não se consegue num culto, numa vigília ou num encontro de final de semana e nem mesmo através de uma ‘oração fervorosa’. Caráter se consegue através do desenvolvimento da verdade implantada dentro de nós. Para ter caráter tem de andar na luz, pois não há comunhão entre a luz e as trevas: “Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”, 1Jo 1: 6.

A falta de caráter compromete os projetos de Deus em nossas vidas. Sem o caráter, a família, os filhos, a empresa em que você trabalha ou grupo que você lidera na Igreja podem até crescer por causa de teus talentos, mas não vão crescer em integridade, justiça, fidelidade e, especialmente, em santidade. O caráter é quem dá sustentação à vida: “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos”, 1Pe 2: 21.

Conclusão

Amado leitor, você também já deve ter ficado estarrecido diante dos acontecimentos de cada dia. E perguntado: meu Deus, que mundo é esse? Acredito que estamos vivendo um momento de pedirmos a Deus uma ‘unção diferente’: a unção do caráter. Ele é o conjunto definido de traços comportamentais e afetivos de uma pessoa, persistentes o suficiente para determinar suas idéias, seus discursos e suas práticas de vida. Por isso, tenhamos carisma, porém, carisma com caráter.


Fonte:iprb