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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Basta crer no Evangelho para ser salvo ?



“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). “Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e será salvo, tu e tua casa” (Atos 16:31). Mas, a Bíblia também diz: “Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente” (Tiago 2:24). A palavra de Deus se contradiz? É claro que não. Para compreender estas afirmações, precisamos entender sentidos diferentes da palavra fé.

Um princípio fundamental de comunicação é a consideração do contexto. A mesma palavra pode ter significados bem diferentes em contextos diferentes. Entendemos isso quando ouvimos pessoas usar palavras como “amar” ou “adorar”. Quando se fala de comida ou outras coisas, tem um sentido. Quando se fala de amar a esposa ou adorar a Deus, o significado é diferente.

Da mesma maneira, a mesma palavra pode ter sentidos diferentes em diversos contextos bíblicos. Normalmente, a fé inclui a reação apropriada. Se alguém entrar num prédio e gritar “fogo”, as pessoas que crêem que o local está em chamas obviamente vão se levantar para sair. A pessoa que não crê ficará tranquila. Da mesma forma, a pessoa que crê na palavra de Deus vai reagir à sua mensagem. É por isso que é tão importante obedecer ao evangelho (leia 2 Tessalonicenses 1:8-9; Hebreus 5:9). Se não reagir, é porque não crê.

Tiago fala da fé num sentido mais estreito e, desta maneira, frisa bem a importância de uma fé ativa e obediente. Ele deixou bem claro que a fé que salva é a fé que age – que se manifesta nas obras de obediência (ele não fala de obras de mérito, porque nenhum de nós merece a vida eterna – Romanos 3:23; Efésios 2:8-9). Considere as palavras de Tiago: “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? . . . Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tiago 2:14,17). Ele disse que os demônios crêem e tremem, mas eles não obedecem (Tiago 2:19).

Citando a fé obediente de Abraão e Raabe, Tiago conclui: “Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente. . . . Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2:24,26). Certamente, ninguém será salvo por uma fé morta!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Cruz de Cristo e o centro da fé Cristã


"Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." (Fp 2:9-11)

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I - A Descentralização da Cruz
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A palavra de Deus alerta os cristãos quanto a seus verdadeiros adversários: Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Ef 6:12). O capítulo 12 do livro de Apocalipse ensina que a briga entre o bem e o mal vem da eternidade, e, com essa revelação, procura ampliar a visão espiritual dos cristãos, para que compreendam a natureza desse conflito cósmico e de todas as questões que o envolvem, a saber: uma guerra entre um grande dragão vermelho (Satanás) e uma mulher celestial (a Igreja). Mas em que consiste a guerra do Dragão contra a Igreja? Sabedores de que, sem a cruz de Cristo, não há justificação, santificação, glorificação, enfim, não há libertação plena do reino das trevas, Satanás, seus demônios e os falsos profetas trabalham para tirar a cruz do centro da fé cristã; dentre as muitas estratégias que utilizam, destacamos quatro:
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1ª Estratégia: O Modernismo
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Em outubro de 1993, a editora Abba Press lançou no Brasil o livro Icabode - da mente de Cristo à Consciência Moderna, de Rubem Martins Amorese. Há treze anos, Amorese procurou alertar a igreja brasileira sobre os perigososfenômenos da vida moderna: a pluralização, a privatização e a secularização dos valores, dos princípios, das atitudes.
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A Pluralização: Amorese comparou o fenômeno moderno da pluralização com um grande supermercado onde se oferece uma enorme quantidade de opções para um mesmo produto: variados tipos de chocolate, de tênis, de sabonete, de relógio, de gravata, de creme dental. O consumidor escolhe a marca que mais lhe agrada, e, assim, com o passar do tempo, vai amadurecendo-lhe a consciência de que, na vida, há alternativa para tudo, uma vez que tudo é uma questão de escolha. O mundo moderno é o da variedade, em cujas prateleiras dos supermercados os indivíduos desenvolvem uma consciência de eleição, de opção, de preferência pessoal. Para manter esta visão, a indústria sufoca os consumidores com "um novo produto","uma nova marca"; sedimenta-se na sociedade a cultura do "lançamento", da "novidade". A propaganda faz a sua parte: cria a necessidade de consumir. As prateleiras enchem-se de produtos de todos os tipos, com embalagens irresistíveis. A consciência plural invade a mente de tal maneira que, na falta de outras marcas, o sujeito se revolta; sem perceber, transporta essa visão para outras áreas da vida, de forma que, quando se vê sem opções em questões em que não há alternativas, rejeita a única saída existente e cria maneiras novas de pensar e viver aquela realidade. E assim os absolutos passam a ser rejeitados com uma naturalidade assustadora; verdades antes recebidas sem desconfianças, agora não passam de opção de igual valor a outras verdades criadas... princípios morais tornam-se mera questão de opção, justificados por razões estritamente particulares... é por isso que ser gay ou ser lésbica é apenas uma questão de opção; ser cristão, budista ou muçulmano é apenas questão de opção; tudo é igual; isso é pluralização.
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A Privatização: A privatização é decorrente da pluralização. Com a consciência de que tudo na vida é apenas uma questão de opção, o cidadão moderno usa a liberdade para concordar e discordar, sem que ninguém lhe diga se está certo ou errado. A vida privada é caracterizada pelo estilo "cada um na sua", sendo que as escolhas de cada um não diz respeito aos outros; as alternativas são privadas, pessoais, de exclusiva responsabilidade de cada indivíduo. No mundo da vida privada, o que torna as pessoas comuns não é o coletivo, mas o particular, o individual, a opção; a harmonia entre as pessoas não ocorre pelo compartilhar das experiências, mas pelo respeito à opção dos outros. Esse modelo de vida é comparado a um zoológico, onde há uma variedade de vida selvagem, mas em cativeiro. Trata-se da fragmentação da comunidade, do isolamento das vidas, da individualização absoluta. Com essa mentalidade, cada vez mais veremos pessoas revoltadas, ao verem suas opções contestadas, e em crise, por não conseguirem impor aos outros seu estilo privado; enfim, cada vez mais veremos as pessoas se afastando umas das outras com a frase símbolo da privatização: "Dá licença?". Essa é a prova definitiva de que a vida humana caminha para o egoísmo e para a solidão: "Não se meta na minha vida! Dá licença?"
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A Secularização:
O produto final da pluralização e da privatização é a secularização, fenômeno em que as idéias absolutas e as instituições que as representam vão perdendo cada vez mais significado, respeito e força. Mas o problema não está nas verdades absolutas, nem nas instituições, mas nas pessoas modernas que não as valorizam, em razão de suas mentes terem sido moldadas aos padrões deste século. Na verdade, a secularização faz com que as pessoas não aceitem mais a Deus. Noutras palavras, a mente moderna rejeita o Deus da Bíblia e aceita o deus deste século, como bem afirma a Bíblia: ... o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus (II Co 4:4). A secularização é a luta dos valores do mundo contra os valores do reino de Deus, levando os cristãos a uma vida de contínua tensão. Como conciliar os ensinos de Cristo com o que é ensinado nas novelas da televisão e vivido pela sociedade? Como obedecer à Bíblia num mundo regido pela lógica do mercado, pelos novos padrões de moralidade, de prestígios, de poder, vendidos aos consumidores, como se fossem uma nova religião? Talvez Paulo estivesse vendo isso, ao admoestar a moderna igreja de Roma com estas palavras: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Rm 12:1-2) O intento do maligno é claro: com a pluralização, ele afirma que a religião verdadeira não é a ensinada por Cristo, mas a que a pessoa escolhe entre várias alternativas... com a privatização, declara que as decisões morais corretas não são as declaradas por Cristo, mas as que a pessoa toma por critérios estritamente pessoais... e com a secularização, proclama que nenhum princípio e nenhuma instituição religiosa têm autoridade para dizer às pessoas o que é certo ou o que é errado. Com tudo isso, Satanás deseja esfacelar a comunhão entre Cristo e sua Igreja (Jo 17:11,21-22), e, assim, tornar Jesus desnecessário.
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2ª Estratégia: O Unicismo

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O maior inimigo dos cristãos, contudo, é interno. Secularizados, muitos cristãos afastaram-se de Cristo, por terem absorvido uma visão equivocada sobre o Deus revelado nas Escrituras Sagradas.
A Palavra apresenta um Deus trino, indivisível, único; a teologia chama o Deus da Bíblia de Trindade Divina, ou seja, o Deus que se manifesta em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; estas três pessoas divinas são o único Deus porque têm a mesma essência, o mesmo propósito, os mesmos atributos. O que muitas igrejas fazem com a Triunidade Divina? Tentam dividi-la! Como? Afirmando que somente o Pai é Deus, que Jesus Cristo foi apenas um ser humano iluminado e que o Espírito Santo é somente uma energia divina. Há igrejas que supervalorizam o Deus Espírito Santo, diminuindo a autoridade do Pai e do Filho. Essa tentativa de fragmentação da Trindade Divina é chamada de unicismo, cujo alvo é diminuir a autoridade de Cristo, por ser ele a pessoa da Divindade em quem foi centralizada a salvação da humanidade, uma vez que a comunhão com o Deus Trino só é possível pelo Filho: Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14:6). Em certo sentido, o unicismo tenta "privatizar" as três pessoas divinas, como se agissem independentemente uma da outra e atuassem baseadas em critérios estritamente pessoais. É lamentável vermos igrejas ortodoxas destacarem mais a pessoa do Pai, igrejas mais tradicionais evidenciarem mais a pessoa de Cristo, e igrejas pentecostais enfatizarem mais a pessoa do Espírito Santo. Ambas as posturas fazem o jogo das trevas, porque a Bíblia Sagrada ensina que a Trindade Divina é indivisível. A Divindade é adorada através do Senhor Jesus Cristo, que, em razão de ter sido morto na cruz, recebeu do Pai todo o poder nos céus e na terra; por essa razão, quando Cristo é adorado, o Pai e o Espírito Santo são glorificados (Jo 13:31-32, 14:13-26, 16:13- 15, 17:4-5; I Co 3:16; II Co 3:17; Rm 16:7; Gl 4:6; Fp 2:11; I Pe 1:11, 4:11,14).
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3ª Estratégia: O Pentecostalismo
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Com os valores modernos dominando a mente dos seres humanos, os cristãos por eles afetados passam a expressar uma espiritualidade sintonizada com o curso deste mundo.
O pentecostalismo, e, sobretudo, o neopentecostalismo, conquanto expresse uma fé cuja ênfase é o poder de Deus, sua tendência é exaltar o poder do Espírito Santo deslocado da cruz de Cristo. As experiências ocorridas no dia de Pentecostes, narradas em Atos 2, são proclamadas pelos pentecostais com o fervor, a devoção e o entusiasmo devidos; essa dedicação, porém, nem sempre é vigorosa, quando se trata das experiências ocorridas naquela quarta-feira, às três horas da tarde, quando o Filho de Deus foi erguido num madeiro duro para salvar o que se havia perdido (Lc 19:10). Nessa visão de espiritualidade, o poder do Espírito Santo sobressai-se ao poder de Cristo. Somos uma igreja pentecostal porque cremos no poder do Espírito Santo; nossos irmãos em Cristo são incentivados e devem buscar, constantemente, as graças derramadas no dia de Pentecostes... ... mas precisamos estar atentos para não invertermos os valores espirituais que as Escrituras Sagradas revelam. Na Bíblia, a cruz vem antes do Pentecostes; este é resultado daquela. Isto quer dizer que não existe Pentecostes sem cruz! E mais: Não existe Pentecostes sem ressurreição! Poder por poder é fanatismo; fé por fé é loucura. O poder do Espírito só é construtivo quando os crentes estão alicerçados na palavra da cruz [que] é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus (I Co 1:18 - grifo nosso). Somente depois do evento da cruz (da morte de Cristo), somente depois do evento do túmulo (da ressurreição de Cristo) é que vem o Pentecostes. Observe como este é posterior e condicionado à morte, à ressurreição e, também, à ascensão de Cristo: Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei (Jo 16:7). O Espírito Santo só desceu depois que Jesus subiu aos céus e foi recebido em glória (Sl 24:7-10; I Tm 3:16; Ap 5:9-14). Contudo, o Consolador não desceu para que igrejas revestidas de seu poder o transformem numa sombra de Cristo; pelo contrário, o Espírito Santo veio para tornar cada vez mais visível e imprescindível a obra da cruz... ... sua missão é revelar Cristo e seus ensinamentos, a fim de que os pecadores sejam salvos (Jo 16:1-15). O Espírito Santo não veio para ser "o novo Deus" a ser adorado; ele não distribui seu poder para ser reconhecido, destacado e glorificado pelos homens... ... tão pouco seu poder é derramado para que um grupo de crentes exiba uma espiritualidade superior a outro grupo; o Espírito Santo derrama seu poder para purificar o coração de toda imundícia. Quem afirma esta verdade é o apóstolo Pedro, homem que participou do Pentecostes: E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; e não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando o seu coração pela fé (At 15:8-9 - grifo nosso). Eis o objetivo no Pentecostes: purificar os corações. Isto comprova que a ação do Espírito visa manter viva e eficaz a obra de Cristo, que é perdoar os [nossos] pecados e nos purificar de toda injustiça (I Jo 1:9; cf. Tt 2:13-14; cf. At 2:37-38). Portanto, quando enfatizamos o poder do Espírito Santo de forma a ocultar a obra da cruz, fazemos o jogo do inimigo. Nosso adversário deseja que busquemos o poder pelo poder, a fé pela fé, o milagre pelo milagre; mas as Escrituras nos ensinam o contrário, ou seja, que o poder do Espírito nos é concedido para que exaltemos o poder de Cristo.
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4ª Estratégia: O Animismo
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Animismo é uma doutrina pagã que prega o uso de objetos materiais em rituais religiosos como um meio eficaz de curar e libertar os fiéis. Noutras palavras, o animismo ensina que elementos materiais inanimados têm poder para alterar realidades. Não se pode negar que todas as religiões se utilizam de rituais para expressar a essência da fé que professam... ... no caso do cristianismo, os ritos mais importantes são: o batismo nas águas, a ceia do Senhor e o lava-pés, que são expressões visíveis de uma realidade espiritual invisível implantada pelo Espírito Santo na vida interior dos salvos por Cristo. Nesse sentido, a unção com óleo sobre pessoas fisicamente doentes representa também um ato da misericórdia do Senhor Jesus Cristo que cura, levanta o caído, sendo que, se a prática de pecados for a razão da enfermidade, ele perdoa mediante confissão. Contudo, os elementos materiais contidos nestes ritos são apenas "símbolos" da obra salvadora em suas várias dimensões. Isso significa que a água do batismo não tem poder para limpar pecados, que a água do lava-pés não tem poder para produzir humildade, que o pão e o vinho não têm poder para dar vida espiritual, que o óleo não tem poder para curar enfermidades... ... de forma simbólica, estes elementos tornam visível a obra invisível da salvação realizada por Cristo e demonstram a nova realidade de vida daqueles que estão sendo santificados pelo Espírito Santo. Está é a visão bíblica, tradicional, ensinada e praticada por Cristo e seus apóstolos. Com os fenômenos da pluralização, da privatização e da secularização, entretanto, cristãos modernos, ávidos por novidades, contaminaram a igreja de Cristo com uma avalanche de novos rituais e de novos símbolos. O neopentecostalismo usa e abusa de objetos materiais na ministração de curas e de libertação espiritual das pessoas. Assim, usam-se óleo, galho de arruda, copo com água, sal grosso, suco de uva, pedras, peças de roupa, carteiras de trabalho, fotografias, utensílios do culto judaico, enfim, a lista de objetos é ilimitada. Toda essa parafernália é usada, veja você, como "ponte de contato" para que as pessoas sejam libertas e curadas por Cristo. Sessões secretas de quebra de maldição são realizadas nos porões da casa de Deus, novos convertidos são untados com óleo em seus "pontos-chácra"... ... visitantes preenchem formulários com centenas de "nomes de demônios", casas e carros são ungidos com óleo, templos são banhados por dentro e por fora com suco de uva... ... bairros de cidades são banhadas com óleo, pessoas endemoninhadas são ungidas com óleo, e até urina humana está sendo usada para demarcar território de guerra espiritual. Estamos vivendo um novo animismo; a apostasia chegou! Ao trocarmos Jesus Cristo por objetos e rituais humanos, afastamo-nos da cruz, a fonte que Deus providenciou para nos encher com toda a sorte de bênçãos espirituais. Estamos nos esquecendo dessas verdades eternas e libertadoras; estamos permitindo que Satanás nos distraia com seus truques espirituais; estamos trocando o Criador pelas coisas criadas. O Espírito Santo, porém, nos faz lembrar que o evento da cruz credenciou Cristo a exercer toda autoridade nos céus e na terra. Foi lá que ele cancelou o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz (Cl 2:14-15). Portanto, na cruz, nosso Senhor conquistou o direito de exercer autoridade sobre todos os seres do universo e domínio absoluto sobre todas as situações da vida... ... seu sangue é suficientemente poderoso para purificar os pecados e seu nome é suficientemente poderoso para curar todas as enfermidades e libertar os oprimidos do diabo. Precisamos abandonar urgentemente a diabólica confiança no poder de objetos e ritos humanos, redirecionar a nossa fé no rumo da cruz, e agir como Davi: Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu com a força salvadora da sua destra. Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR, nosso Deus (Sl 20:6-7). A luta contra o mal não é vencida com o uso de objetos humanos, mas com a prática da fé no poder de Deus: Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado (I Sm 17:45). Por meio da fé, homens e mulheres fiéis a Deus subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. (Hb 11:33-34)
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II - A Centralização da Cruz
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Contra as manhosas e poderosas artimanhas de Satanás, só há uma arma suficientemente capaz de destruí-las, a saber: centralizar a fé na pessoa do Senhor Jesus Cristo. A palavra de Deus desautoriza qualquer tentativa da igreja de usar outros meios para salvar, libertar, curar, transformar, que não o poder do Senhor Jesus. A obra realizada na cruz é suficientemente poderosa para solucionar os mais simples e os mais complexos dilemas humanos. É precisamente por essa razão que Satanás faz o que pode e o que não pode para ofuscar a suficiência de Cristo. Com sua morte, Cristo centralizou o comando da vida humana em si mesmo: E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim (Jo 12:31). No capítulo 8 da carta aos Romanos, o apóstolo Paulo declara que o evento da cruz é uma obra total, completa, plena, acabada, perfeita, pois: - os pecadores arrependidos são libertos da culpa e do poder do pecado (vv.1-9); - os pecadores arrependidos passam da morte eterna para a vida eterna (vv.6-13); - os pecadores arrependidos são libertos do espírito de escravidão e recebem o espírito de adoção, isto é, a condição de filhos de Deus (v.15); - os pecadores arrependidos são capacitados a enfrentar todos os sofrimentos da vida presente, confiantes em que a glória futura é infinitamente superior (vv.17-25); - os pecadores arrependidos são assistidos pelo Espírito Santo em suas fraquezas (v.26); - os pecadores arrependidos sentem-se seguros por saberem que a vida tem sentido, tem destino e tem o comando de Deus (vv. 28-30); O apóstolo conclui o capítulo com uma seqüência de perguntas e respostas que exaltam a suficiência de Cristo, única arma espiritual capaz de vencer as mais duras adversidades da vida e os mais poderosos adversários espirituais: "Diante de tudo isso, o que mais podemos dizer? Se Deus está do nosso lado, quem poderá nos vencer? Ninguém! Porque ele nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós! Se ele nos deu o seu Filho, será que não nos dará também todas as coisas? Quem acusará aqueles que Deus escolheu? Ninguém! Porque o próprio Deus declara que eles não são culpados. Será que alguém poderá condená-los? Ninguém! Pois foi Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem foi ressuscitado e está à direita de Deus. E ele pede a Deus em favor de nós. Então quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte? Como dizem as Escrituras Sagradas: "Por causa de ti estamos em perigo de morte o dia inteiro; somos tratados como ovelhas que vão para o matadouro." Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor." (31- 39) O texto que li apresenta um elenco variado de problemas, adversidades e adversários mais fortes do que os seres humanos; contudo, os cristãos são considerados vitoriosos sobre todas essas coisas, se sua confiança estiver centrada única e exclusivamente em Cristo. A vitória de Jesus na cruz o credenciou a ser o único Deus conhecido entre os homens capaz de salvá-los e libertá-los de todas as mazelas deste mundo caído; e, por causa disso, Deus Pai o exaltou e lhe entregou o comando de todas as coisas, em todo o universo, conquista essa que, na verdade, começou bem antes, culminando na cruz: "Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo." (Hb 9:26; cf. Mt 25:34; Ef 3:11; Ap 13:8) Agora dê atenção a dez razões por que todas as coisas e todos os seres estão sob o comando soberano de Jesus Cristo:
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1) Ele existe antes de todas as coisas. Ele é antes de todas as coisas (Cl 1:17a) No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. (Jo 1:1 e 2; Conferir: Jo 8:58; I Co 15:47; I Jo 2:13-14; I Jo 1:1-3; Jo 1:15; Ap 22:13.
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2) Ele criou todas as coisas. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. (Jo 1:3) ... porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. (Cl 1:16) Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas. (Ap 4:11)
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3) Ele sustenta todas as coisas.
Nele, tudo subsiste (Cl 1:17b) Conforme o que ordenaste, tudo se mantém até hoje; porque todas as coisas te obedecem. (Sl 119:91) Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. (Hb 1:8) (...) porque nele [Cristo] vivemos, e nos movemos, e existimos (At 17:28)
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4) Ele reconcilia as pessoas com Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. (Rm 5:11) E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação (II Co 5:18) Mas agora, unidos com Cristo Jesus, vocês, que estavam longe de Deus, foram trazidos para perto dele pela morte de Cristo na cruz. Pela sua morte na cruz, Cristo destruiu a inimizade que havia entre os dois povos. Por meio da cruz, ele os uniu em um só corpo e os levou de volta para Deus. (Ef 2:13 e 16 - NTLH) Conferir: Cl 1:20-23; Jo 14:6
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5) Ele é o primeiro sobre tudo e todos. [Ele] é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência (Cl 1:18b) E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu (Ap 2:8). ... todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. (I Co 8:6) Conferir: At 26:23; Rm 11:34-36, 14:8; I Co 10:26; Mt 6:33.
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6) Ele é o Senhor da Igreja. E ele é a cabeça do corpo da igreja (Cl 1:18a) Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mt 16:18) E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja (Ef 1:22) . ... porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. (Ef 5:23 )
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7) Ele é glorificado no céu.
Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória. (I Tm 3:16) ... e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos... proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. E os quatro seres viventes respondiam: Amém! Também os anciãos prostraram-se e adoraram. (Ap 5:8-14)
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8) Ele tem todo o poder no céu e na terra.
... porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse (Cl 1:19) ... e qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. E sujeitou todas as coisas a seus pés (Ef 1:19-22) Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. (Mt 28:18) Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso. (Ap 1:8)
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9) Ele reina sobre todos os poderes. E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória. (Cl 2:15 - NTLH) ... dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém! (Rm 9:5) E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor, Deus Todopoderoso, reina. (Ap 19:6) Conferir: I Tm 6:13-15; Ap 2:16-18, 17:4, 19:15).
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10) Ele será reconhecido como único Senhor.
Foi para isto que morreu Cristo e tornou a viver; para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos. (Rm 14:9) Porquanto não há diferença entre judeu e grego, porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. (Rm 10:12) Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Fp 2:9-11) Conferir: Rm 1:3-4, 10:9, 14:10-11.
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CONCLUSÃO: Um número considerável de cristãos vê o futuro da vida na terra de uma forma romântica, pacífica, otimista; mas a palavra de Deus apresenta um quadro marcado por confusão, desordem, rebeldia, morte, enfim, um ambiente extremamente sombrio. Nas palavras de Jesus Cristo, o dia de julgamento é como um laço, que há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. Um poderosíssimo sistema de engano percorrerá o planeta de maneira que todos aqueles que não receberam o amor da verdade para se salvarem, e cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro (II Ts 2:10; Ap 13:8), serão tragados por essa mentira diabólica e servirão ao anticristo. Todavia, os cristãos autênticos se posicionarão como trincheiras, como obstáculos, como ferrenhos adversários do anticristo, mas não impedirão que este ser maligno assuma o controle provisório da civilização humana. Por isso, o Senhor disse: - Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras, ou os problemas desta vida façam vocês ficarem tão ocupados, que aquele dia pegue vocês de surpresa (Lc 21:34-35). Que surpresa? A maior e mais decepcionante será descobrir, no final, que, ao invés de se servir a Cristo, se estava servindo ao anticristo. O adversário do povo de Deus não se cansa; ano a ano trabalha para iludir espiritualmente cristãos teimosos em não crescer na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (II Pe 3:18)... ... irmãos insistentes em uma espiritualidade que demoniza sofrimento, dor, tribulação, provação, doenças, e diviniza riqueza, conforto, saúde, bem-estar. Dessa forma, são facilmente seduzidos a crerem que há solução e libertação fora da cruz de Cristo e a se entregarem às novas fórmulas de espiritualidades oferecidas nas prateleiras das igrejas modernas. Isso é trocar Jesus por Baal; é trocar o Criador pelas coisas criadas... ... enfim, é desconfiar da simplicidade do poderoso evangelho de Cristo, até, finalmente, tornar-se um inimigo da cruz de Cristo (Fp 3:18). Para que você não venha a cair no laço do diabo, confie na suficiência de Cristo. Nos momentos de grave crise, de forte aperto, não se renda à espiritualidade moderna; confie em Cristo, que diz: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza... ... e diga como o apóstolo Paulo: De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo (II Co 12:9). Na hora da dor, do aperto, do câncer, da tragédia, não complique a situação; simplesmente, peça a misericórdia de Deus, em nome de seu Filho Jesus (Jo 14:13 e 14, 15:16, 16:23-24). "Em todo o tempo, revista-se de confiança em Cristo: Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé; para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos." (Fp 3:7-11) E mais: "Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus." (Hb 12:2 - NTLH)
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Fonte: Estudos Bíblicos
Autor Pastor José Lima de Farias Filho.
Via: Blog do PC Amaral

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Jairo, sua filha e a mulher do fluxo de sangue.Uma resposta para todos !


Às vezes estamos alegres e pensamos que nunca vamos esbarrar com a tristeza ou, estamos tristes e não vamos sorrir outra vez. Querem ver?
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Quando olhamos para o Evangelho de Lucas no capitulo 8.40, vemos: Uma mulher com uma enfermidade e um homem desesperado por ver a sua única filha doente. Duas histórias, uma única solução. E, por estarem no mesmo contexto, por certo é para nos dar um ensinamento. Vejamos:
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Na casa da mulher, havia alegria: Boa mãe, ótima esposa, os vizinhos a tinham por excelente. Era uma pessoa “chique”. De repente, um problema: o semblante caiu, a cor da pele desbotou, o sorriso amarelou... Faltou o chão. A tristeza entrou, cumprimentou a todos e se acomodou na poltrona da sala de estar. Às vezes deixamos uma nuvem embaçar a nossa vida. Às vezes, e são muitas vezes, não vigiamos como deveríamos e acontece o pior. Mas é preciso ter fé. Na casa de Jairo, uma benção esta a caminho. A esposa de Jairo está grávida e dentro de alguns meses trará à luz uma criança. Que festa será quando acontecer o nascimento!!! Os preparativos para a chegada do bebê começam: compras, projetos, sonhos... Tudo é felicidade.
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Na casa da mulher, gastos de consultas com médicos e remédios. Noites e noites sem dormir, rolando na cama de um lado a outro, talvez com o corpo dolorido, deixando todos preocupados. Ah. Ela é uma mulher de oração, uma mulher cheia de fé e esperança. Só que, como a sua enfermidade se agrava, ela tem que sair de casa e ficar fora do convívio dos seus familiares. Era assim que ensinava a lei: Se uma pessoa tivesse uma enfermidade que a tornasse imunda, teria de ficar isolada (Lev. 15.18,19 20...). Mas a sua fé é inabalável.
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É possível ser crente nos momentos de aflição? É possível ter fé nos momentos de crise? “Os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação. E do céu, as lindas melodias. Se ouviram na escuridão...” É um trecho do hino da harpa cristã nº 126 (de autoria da nossa irmã Frida Vingren). E é verdade. Deus ouve as nossas orações quando estamos em aflição tambem. Ele nos ouve em qualquer momento. E tenho a impressão de que nos ouve mais rápido quando estamos aflitos até a alma...
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Agora a filha de Jairo é uma linda adolescente. A casa do principal da sinagoga é uma constante alegria, pois a menina esbanja saúde. Obediente aos pais, aluna da Escola Dominical, uma pequena serva do Senhor. Ali não existe espaço para a tristeza, só alegria e fé. Sim, Jairo é um homem religioso. “Na sinagoga, o líder era o responsável pela administração e manutenção do Templo e pela educação e supervisão da adoração.” (Extraído da Bíblia de Estudo e Aplicação Pessoal, no Evangelho de Lucas, nota 8.41). Ele, como todo líder da igreja, zela pelos bons costumes. Mas... Aconteceu: Ficou enferma. Falta de fé? Não. A fé de Jairo teria de ser posta à prova. E foi.
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Saiu de casa. Esqueceu da importância do seu cargo na sinagoga. Em alguns casos, um cargo nas nossas vidas se torna uma aboboreira de Jonas (Jn 4.6,7, 8): Damos mais importância ao cargo e deixamos as coisas que realmente interessam na obra de Deus, em 2º plano. Mas Jairo pegou a estrada e foi à procura de solução. Ouviu falar de um homem simples, de voz potente que andava pelas redondezas pregando algo denominado de “Boas Novas”.
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A mulher tambem saiu. Ouviu falar de um homem que peregrinava por aquelas paragens. Um homem diferente, simples, que pregava acerca de um tal Reino de Deus. Um Reino de paz, amor, alegria. Esse homem era Jesus que também realizava grandes milagres. Não se preocupou com o asco que provocava nas pessoas ditas “sadias”. Ela queria uma benção e foi em busca dessa benção. Nós focamos as nossas mentes em coisas perecíveis e deixamos Jesus de lado. Precisamos tornar aos pés da cruz. Precisamos deixar Jesus nascer em nossos corações todos os dias. Precisamos fazer como aquela mulher: Sair em busca de Jesus. Não importa o que falem, devemos ir.
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Jesus vinha caminhando a passos lentos. Andava e parava, dava atenção aos que o cercava. Jairo chegou. Interpelou a Jesus. O Mestre ouviu a Jairo. Se pararmos para atender o Mestre, Ele nos ouvirá. E nos dará o que necessitamos. Mas nós estamos ocupados demais, perdidos demais em nossos problemas e não temos tempo para o Nosso Senhor Jesus Cristo.
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A mulher tambem chegou perto de Jesus. E mais, tocou em suas vestes. Jesus voltou sobre seus pés e indagou: Quem me tocou? Naquele momento, aconteceu algo que ninguém imaginara: A fé de Jairo encontrou-se com a fé daquela mulher e ambas foram ao encontro de Jesus. Porque Ele e somente Ele “é o autor e consumador da nossa fé” (Hb. 12.2). E onde havia tristeza, Jesus transformou em alegria, dando a cura pela fé. Onde havia choro, transformou em sorrisos. Nós nos esquecemos que Jesus continua curando, tirando o fardo da enfermidade e dando saúde. “Quem me tocou?” Perguntou Jesus. Voce está tocando no Mestre? Voce está ligado no céu? Ou está ligado nas coisas do mundo?
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Jairo viu aquilo. Presenciou a concretização da fé daquela mulher. Teve certeza que o seu caso tambem teria solução. Nós precisamos disso. Precisamos dessa continuidade, dessa confirmação da fé, para podermos andar de fé em fé. E Jesus se lembrou de Jairo, ou melhor, Jesus se ocupou do problema de Jairo. Na Bíblia, quando nos deparamos com a citação “... E Deus se lembrou...”, não quer dizer que Ele tenha se esquecido. Deus nunca se esquece. Quer dizer que naquele momento Deus se ocupara com exclusividade daquele problema. E foram para a casa de Jairo. Alguém se aproxima e fala a Jairo: Não incomode o Mestre, sua filha está morta. Com certeza o mundo daquele homem desabou, seu coração bateu mais desritimado, saiu do controle. Mas Cristo estava ali. Nada a temer.
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Jesus põe a mão no seu ombro e diz: “Não temas. Crê somente e será salva.” Quantos de nós gostaríamos de ouvir alguém dizer: “Não se preocupe fulano (a), tudo está bem.” Jesus é o consolo do aflito. O bálsamo do enfermo.
Jesus chega à casa de Jairo. Chama a Pedro, Tiago e João e os pais da menina e sobe ao aposento onde ela está... Às vezes, quando nos afligimos por alguma coisa, esquecemo-nos de chamar o Senhor Jesus para ficar do nosso lado. E se Ele chega, não seguimos os seus passos. Teimamos em seguir a ponta dos nossos narizes e quebramos a cara.
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O milagre acontece. A menina ressuscita pelo poder de Nosso Mestre. Seus pais ficam maravilhados e, se não eram seguidores de Jesus, com toda certeza passaram a ser. A alegria volta à casa de Jairo e talvez, de lá dá para “ouvir” o som da festa na casa da mulher que tinha o fluxo. Porque, com Jesus, tudo acaba em felicidade. Tudo acaba em festa. Ponha Jesus em sua vida. Você vai gostar! O Senhor te abençoe e te guarde.
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Amém!!!
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fonte: Cordeiro e o Leão

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Deixando os embaraços e ...GANHANDO ALMAS !!!


“E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que um semeador saiu a seme-ar.E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho,e vieram as aves e comeram-na; e outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda. Mas vindo o sol, queimou-se e secou-se, porque não tinha raiz. E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufucaram-na. E outra caiu em boa terra e deu fruto:um, a cem, outro, a sessenta, e outro a trinta.” Mt. 13:3-8
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Essa é uma das parábolas mais conhecida de Jesus. Quantas pregações já você já ouviu sobre ela? Com certeza muitas.

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E agora mais uma vez você pode refletir um pouco sobre o que o nosso querido Jesus quis dizer com ela. Podemos começar nos perguntando: Será que nos importamos com o que Deus se importa?

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Uma passagem da Bíblia que fala sobre a vontade de Deus é a que se encontra em 1Tm. 2:3-4. “Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador; que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade”.

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À vontade de Deus é que TODOS se salvem!!!
E o que temos feito para que essa vontade de Deus se cumpra? Pare e pense: Quantas vontades suas Deus já satisfez? Então, vamos fazer de tudo para que à vontade de Deus se cumpra!
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Outra passagem, que expressa o amor de Deus é João 3:16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus tem um amor profundo pelas almas!!! E você?

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Vamos então ao texto base(Mt. 13:3-8). Voltando a parábola podemos pensar nesta semente como sendo a necessidade de ganhar almas( isso inclui também evangelismo e missões), e o solo como sendo os corações. Deus sempre usa meios de nos dizer que temos que ganhar almas(esta palavra é a semente). Pode ser através de um pregador, de um livro, de um amigo,etc. Então, nos resta saber como está nosso coração(solo) para receber a semente.

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Jesus nos deu o exemplo de 4 tipos de corações.

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É um coração duro: É aquela semente que caiu a beira do caminho( v. 4). O solo a beira do caminho é duro, assim também é esse coração. Deus fala com ele, mas como se diz: “entra em um ouvido e sai pelo outro”. E não dá ouvidos ao chamado de Deus. Que você não seja assim! Entenda a necessidade de ganhar almas e o quanto isso importa para Deus. Peça a Deus para “adubar” seu coração.

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É um coração sem perseverança: É aquela semente que caiu entre os pedregais(v. 5). Ele até se empolga com a palavra, mas não busca uma comunhão com Deus. E quando percebe que tem que abrir mão de algumas coisas e que isso vai custar um pouco de esforço ele desanima. Que você não seja assim! Peça a Deus ânimo para retirar as pedras que te desanimam da sua frente e se você não conseguir, peça a Deus para ele te ajudar.
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É um coração egoísta: É aquela semente que caiu entre os espinhos(v. 7). É o coração que se preocupa mais com as coisas do mundo do que com as coisas de Deus. Ele se preocupa com seus sonhos e em ter uma vida confortável e tranqüila , e assim sufoca a palavra de Deus. Ele pensa: Fazer missões? Eu? Jamais! O que eu quero é viver bem e curtir a vida. Que você não seja assim! Peça a Deus que corte esses espinhos da sua vida. Essa preocupação tão grande com as coisas do mundo que sufoca a vontade de Deus para você.

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É um coração disposto: É aquela semente que caiu em terra boa(v.8). É aquele coração que ouve a palavra e não se enderece, não desanima em frente aos obstáculos, deixa de lado o egoísmo e se dispõe a ser usado por Deus. Essa dá fruto! QUE VOCÊ SEJA ASSIM!!!! Disposto a cumprir a vontade de Deus. E que você dê muitos frutos ganhado almas para o Senhor.

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“Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto; assim sereis meus discípulos.” Jo15:8
A forma que você glorifica a Deus e fica conhecido com discípulo Dele é dando muito fruto. Que o seu coração seja uma boa terra para receber esta palavra e que você se disponha diante de Deus. As nações clamam por Jesus, seu estado clama por Jesus, seus vizinhos clamam por Jesus. Não fique parado deixando o tempo passar, não seja um espectador. Atue! Faça algo!
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Ame a Deus e fale Dele à todos quanto puder. Transforme o mundo , seja totalmente louco por Jesus. Não deixe que nada te impeça na sua caminhada. Minha oração é que você seja tocado de uma vez por todas e perceba a urgência de pregar a salvação em Jesus. Deus te abençoe!
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Por Valdir Leite
Fonte:Pregaçoes e Debates

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O amor que não entendemos


Imagine que é uma típica tarde de sexta - feira e você está dirigindo em direção à sua casa.Você sintoniza o rádio. O noticiário está falando de coisas de pouca importância.
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Você ouve que numa cidadezinha distante morreram 3 pessoas de uma gripe, até então, totalmente desconhecida. Não presta muita atenção ao tal acontecimento e esquece o assunto. Na segunda-feira, quando acorda, escuta que já não são 3, mas 30.000, as pessoas mortas pela tal gripe, nas colinas remotas da Índia. Um grupo do Controle de Doenças dos EUA foi investigar o caso. Na terça-feira, já é a notícia mais importante, ocupando a primeira página de todos os jornais, pois já não é só na Índia, mas também no Paquistão, Irã e Afeganistão.

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Enfim, a notícia se espalha pelo mundo. Estão chamando a doença de " La Influenza Misteriosa ", e todos se perguntam: Que faremos para controlá-la?
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Então, uma notícia surpreende a todos: A Europa fecha suas fronteiras. A França não recebe mais vôos da Índia, nem de outros países dos quais se tenham comentado de casos da tal doença. Por causa do fechamento das fronteiras,você está ligado em todos os meios de comunicação, para manter-se informado da situação e, de repente, ouve que uma mulher declarou que num dos hospitais da França, um homem está morrendo por causa da tal "Influenza Misteriosa".. Começa o pânico na Europa. As informações dizem que, quando você contrai o vírus, é questão de uma semana de vida. Em seguida, as pessoas têm 4 dias de sintomas horríveis e morrem.
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A Inglaterra também fecha suas fronteiras, mas já é tarde. No dia seguinte, o presidente dos EUA fecha também suas fronteiras para Europa e Ásia, para evitar a entrada do vírus no país, até que encontrem a cura.No dia seguinte, as pessoas começam a se reunir nas igrejas, em oração pela descoberta da cura, quando, de repente, entra alguém na igreja, aos gritos: " Liguem o rádio! Liguem o rádio! Duas mulheres morreram em Nova York !".
Em questão de horas, parece que a coisa invadiu o mundo inteiro.Os cientistas continuam trabalhando na descoberta de um antídoto, mas nada funciona.
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De repente, vem a notícia esperada: conseguiram decifrar o código de DNA do vírus. É possível fabricar o antídoto! É preciso, para isso, conseguir sangue de alguém que não tenha sido infectado pelo vírus.
Corre por todo o mundo, a notícia de que as pessoas devem ir aos hospitais fazer análise de seu sangue e doar para a fabricação do antídoto.
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Você vai de voluntário com toda sua família, juntamente com alguns vizinhos, perguntando-se, o que acontecerá. Será este o final do mundo? De repente, o médico sai gritando um nome que leu em seu caderno. O menor dos seus filhos está ao seu lado, se agarra na sua jaqueta, e lhe diz:

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Pai? Esse é meu nome!
E antes que você possa raciocinar, estão levando seu filho, e você grita: "Esperem!"
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E eles respondem:
"Tudo está bem! O sangue dele está limpo, e é sangue puro. Achamos que ele tem o sangue que precisamos para o antídoto." Depois de 5 longos minutos, saem os médicos chorando e rindo ao mesmo tempo.
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E é a primeira vez que você vê alguém rindo em uma semana.O médico mais velho se aproxima de você e diz: - "Obrigado, senhor! O sangue de seu filho é perfeito, está limpo puro, o antídoto finalmente poderá ser fabricado."
A notícia se espalha por todos os lados.
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As pessoas estão orando e rindo de felicidade. Nisso, o médico se aproxima de você e de sua esposa, e diz:
-"Posso falar-lhes um momento? Não sabíamos que o doador seria uma criança e precisamos que o senhor assine uma autorização para usarmos o sangue de seu filho."

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Quando você está lendo, percebe que não colocaram a quantidade de sangue que vão usar, e pergunta:
"Mas, qual a quantidade de sangue que vão usar?" O sorriso do médico desaparece e ele responde: - "Não pensávamos que fosse uma criança. Não estávamos preparados....Precisamos de todo o sangue de seu filho..."
Você não pode acreditar no que ouve e trata de contestar:"Mas...mas..."

O médico insiste:
-"O senhor não compreende? Estamos falando da cura para o mundo inteiro!
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Por favor, assine! Nós precisamos de todo o sangue!"

Você, então, pergunta:-"Mas vocês não podem fazer-lhe uma transfusão?"
E vem a resposta:"Se tivéssemos sangue puro, poderíamos. Assine! Por favor, assine!"
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Em silêncio, e sem ao menos poder sentir a caneta na mão, você assina.
Perguntam-lhe: -"Quer ver seu filho agora?" Ele caminha na direção da sala de emergência onde se encontra seu filho, que está sentado na cama, e ele diz:
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-"Papai!? Mamãe!? O que está acontecendo?"
O pai segura na mão dele e fala:
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-"Filho, sua mãe e eu lhe amamos muito e jamais permitiríamos que lhe acontecesse algo que não fosse necessário, você entende?"
O médico regressa e diz:-"Sinto muito senhor, precisamos começar, gente do mundo inteiro está morrendo, o senhor pode sair?"

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Nisso, seu filho pergunta: -"Papai? Mamãe? Por que vocês estão me abandonando?" E na semana seguinte, quando fazem uma cerimônia para honrar o seu filho, algumas pessoas ficam em casa dormindo, e outras não vêm, porque preferem fazer um passeio ou assistir um jogo de futebol na TV.
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E outras veêm, mas como se realmente não estivessem se importando.
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Aí você tem vontade de parar e gritar:
- MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SE IMPORTAM COM ISSO? Talvez isso é o que DEUS nos quer dizer: -MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SABEM O QUANTO EU OS AMO?
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É curioso como é simples para algumas pessoas debocharem de Deus, e dizer que não entendem como o mundo caminha de mal para pior. É curioso como acreditamos em tudo aquilo que lemos nos jornais, mas questionamos as palavras de Deus. É curioso como todos querem ir para o Céu, mas nada fazem para merecê-lo.
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É curioso como as pessoas dizem: "Eu creio em Deus!", mas com suas ações, mostram totalmente o contrário.
É curioso como você consegue enviar centenas de piadas através de um correio eletrônico, mas quando recebe uma mensagem a respeito de Deus, pensas duas vezes antes de compartilhá-la com os outros. É curioso como a luxúria, crua, vulgar e obscena, passa livremente através do espaço, mas a discussão pública de DEUS é suprimida nas escolas e locais de trabalho.
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CURIOSO, NÃO É?
É curioso como me preocupo com o que as pessoas pensam de mim, mas não me preocupo com aquilo que DEUS possa pensar de mim. Depois de terminar de ler esta mensagem, se realmente sentir em seu coração que deve compartilhá- la, envie aos seus amigos. Talvez eles estejam precisando, exatamente, de ler uma mensagem como esta. Pensem nisso...
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Salvos somente pela graça ? Atenção irmãos !


Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Ef 2.8-10


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Ef 2.1-7 descreve nossa condição pecaminosa diante de Deus, o ato de Deus em Cristo para nos salvar de acordo com sua misericórdia e graça, e seu objetivo de nos glorificar junto com seu Filho. Estávamos mortos em pecados, então Deus nos ressuscitou com Cristo para que pudesse derramar suas riquezas sobre nós. Esta é uma declaração de graça – Deus age em nosso favor. É um ato de Deus em Cristo no qual ele nos vivificou com ele, nos ressuscitou com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais com ele. Esta única sentença estabelece o motivo e natureza das ações de Deus no contexto da misericórdia, bondade e graça de Deus. Nossas ações não movem Deus à graça, mas a graça de Deus o moveu a agir em nosso favor. Sua obra é uma obra graciosa para pecadores que não a merecem.

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Ef 2.1-7 está resumido no princípio de Ef 2.8: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé.” O termo “porque” tem força explicativa. O princípio do versículo 8 explica de forma resumida o que ele acabou de descrever nos versículos 1-7. De fato, os versículos 8-10 têm o papel de resumi-los. Paulo está resumindo a natureza da salvação em Cristo.

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A graça é a base de nossa salvação. A salvação é obra de Deus, não nossa. Este é o claro ensino da palavra “graça” – é um favor imerecido; é a disposição de Deus de amor salvador a pecadores indignos. A ira é o que é devida, mas a graça é concedida. A afirmação principal da doutrina da graça é que a salvação é obra de Deus.

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Deus é o sujeito dos verbos relacionados à salvação nos versículos 1-7. Ele é o trabalhador ativo. Além disso, Paulo esclarece este ponto excluindo as obras da base da salvação. A salvação “não vem de vós, é dom de Deus.” A salvação não tem origem em nossa própria bondade ou mérito. A salvação tem origem no coração gracioso de Deus que nos dá a salvação. Não salvamos a nós mesmos, mas Deus nos salva. Deus apenas, e neste sentido, somente a graça salva.

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Paulo enfatiza este ponto oferecendo um contraste adicional. Não apenas a salvação “não vem de vós,” mas também “não vem das [literalmente, como resultado] obras.” A salvação não tem origem nas obras que fazemos. Nossas obras não são a fonte de nossa salvação. A salvação não tem origem na qualidade e característica de nossas obras. A salvação é fundamentalmente um dom de Deus e o que quer que mina esse princípio é legalismo e nega o evangelho.

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Paulo não qualifica sobre qual tipo de obras ele está falando aqui. Ele simplesmente diz “obras.” Ele usa a mesma palavra no versículo 10 – somos criados em Cristo Jesus para as boas obras. As obras seguem a nossa salvação. A salvação não tem sua origem nelas. As obras são excluídas como fonte da salvação “para que ninguém se glorie.” Ninguém pode se gloriar de suas obras em relação à salvação. Se nos gloriarmos em alguma obra, esforço humano ou obediência à lei, então excluímos Cristo. A graça de Deus significa que não nos gloriamos em nossas obras, mas em sua obra em Cristo. É Deus quem salva. Não salvamos a nós mesmos. A salvação não tem origem em nossas obras.

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A salvação, entretanto, ocorre por meio da fé. Somos salvos pela instrumentalidade da fé. A fé é o meio pelo qual recebemos a graça de Deus. Através da fé temos acesso à graça de Deus, e por meio da fé continuamos firmes em sua graça (Rm 5.1, 2). A fé é a resposta humana à oferta graciosa de salvação de Deus. A fé recebe o que Deus está disposto a dar. Deus salva pela graça, mas por meio da fé. Uma resposta humana é exigida para a salvação. Ninguém é salvo sem fé. A fé é uma resposta humana à oferta graciosa de Deus. A graça de Deus é oferecida a todos, mas aplicada somente naqueles que a recebem pela fé.

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E quanto ao batismo? Se todas as obras são excluídas, isto significa que é somente a fé que salva, sem o batismo? Devemos nos lembrar que no versículo 8 Paulo está resumindo os versículos 1-7. Somos salvos por um ato de Deus, não nosso. Mas qual é este ato de Deus que nos salvou? Quando estávamos mortos, Deus nos vivificou com Cristo, nos ressuscitou com Cristo e nos fez sentar nos lugares celestiais com ele. Deus nos fez ressurgir da sepultura espiritual e nos vivificou pela sua obra em Cristo. Nós que estávamos mortos em pecados, agora estamos vivos em Cristo pela nossa morte e ressurreição com ele. Se Cl 2.12 e 3.1-4 servem de indicação (assim como Rm 6), Paulo está aludindo ao batismo nestas frases. Deus circuncidou nossos corações, nos vivificou com Cristo e perdoou nossos pecados quando fomos “sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl 2.12). Quando Paulo diz que Deus “nos ressuscitou juntamente com ele” (Ef 2.6), todo o contexto de seu pensamento e o paralelo de Colossenses sugere um contexto batismal.

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O batismo salva, não como uma obra, mas como uma expressão da fé na obra de Deus. O batismo é fundamentalmente obra de Deus – ele perdoa, ele ressuscita, ele vivifica. Nós simplesmente, por meio da fé, confiamos. Não fazemos nada, mas recebemos tudo. A salvação não tem origem no batismo; antes, na graça de Deus. Mas recebemos a salvação através da fé conforme nos submetemos à exigência de Deus de expressar nossa fé no contexto do batismo. O batismo, então, é uma resposta humana que surge da fé, expressa fé e recebe a graciosa salvação de Deus como um dom.

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As boas obras, entretanto, são resultado da salvação – elas não são base ou fundamento da salvação. Não somos salvos porque realizamos obras, mas realizamos obras porque já somos salvos. Somos salvos pela graça por meio da fé – não por causa de nossas obras, mas como um dom divino para que ninguém se glorie. Isto é verdadeiro porque, como diz o vesículo 10, somos criados para as boas obras, e não porque fazemos boas obras. Pelo contrário, somos obra de Deus. Realizamos as obras de Deus porque somos obra da salvação de Deus como novas criaturas em Cristo.

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As “obras” seguem a salvação. Deus nos salva pela graça, não obras. Mas ele nos salva para que possamos realizar boas obras. As obras são resultado da salvação. Somos criação sua para as boas obras. A ordem de Paulo é clara: graça, fé, salvação, obras. Não é: graça, fé, obras e então salvação. As obras não são o meio para a salvação, mas a evidência de uma salvação já recebida. Elas testificam que somos nova criação de Deus; elas confirmam a nossa salvação. O povo de Deus é um povo salvo que confirma a sua salvação por meio de boas obras. Somos um povo dedicado às boas obras. Fomos salvos para fazer boas obras, mas não pelas nossas obras (2Tm 1.8-11; Tt 2.11-14; 3.3-8).

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A salvação, então, é pela graça, por meio da fé, no batismo, para as boas obras. A salvação tem origem na graça de Deus, e não salvamos a nós mesmos. Antes, Deus nos cria por meio da fé. Ele nos ressuscita com Cristo e nos vivifica por meio da fé em seu poder que ocorre quando somos sepultados com Cristo e ressuscitamos com ele no batismo. Deus dá 100% de nossa salvação – somente ele salva, e por meio da fé recebemos a plenitude de seu dom – ele coloca o dom em nossas mãos quando as abrimos para recebê-lo. Em consequência, somos feitura de Deus, dedicados às boas obras, santidade e discipulado. É porque fomos salvos que buscamos agradar a Deus em todos os aspectos. A salvação, em resumo, é pela graça, por meio da fé, no batismo, para as boas obras.




Fonte:http://www.arminianismo.com