quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A incredulidade quando vem dos púlpitos



Crer naquilo que a Bíblia diz é um dom salvador de Deus. Aptidão para falar em público, não. Crer em Jesus Cristo como o Filho de Deus encarnado é obra salvadora da graça. Capacidade para administrar uma igreja, não. Receber os relatos bíblicos em fé e viver por eles é resultado da operação salvadora do Espírito de Deus no coração. Capacidade para liderar um culto e dirigir uma liturgia, não. Fé nos relatos bíblicos de milagres é graça especial aos eleitos. Poder intelectual e acuidade mental, não.

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É por isto que existem pastores e professores de teologia que são incrédulos. Pois para ser pastor e professor de teologia não é preciso fé. Tive um professor de teologia no mestrado que me confessou ter sido um agnóstico durante toda sua vida. Creu aos 65 anos de idade, durante uma enfermidade. Sua vida mudou. O famoso William Barclay, autor de um comentário em todos os livros do Novo Testamento, ao fim da vida confessou que nunca realmente creu em coisa alguma do Cristianismo.

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Pastores e professores de teologia que não têm fé têm que ter outra coisa: a habilidade de separar mentalmente o que ensinam domingo na sua igreja daquilo que realmente acreditam, quando estão a sós com seus livros. Se não tiverem isto, até o que tem lhes será tirado. Pois se ensinarem na igreja o que realmente acreditam, dificilmente manterão seu emprego. Qual é a igreja que deseja ouvir um pastor que não crê nas Escrituras? As que quiseram, fecharam ou estão morrendo. As igrejas da Europa que o digam.

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Por não ter fé, o pastor incrédulo tem que direcionar seu ministério e seu culto para áreas onde sua incredulidade passe mais despercebida. Daí, a liturgia formalista, o ritual litúrgico elaborado, as recitações, as fórmulas, os paramentos, as cores, os símbolos. Tudo voltado para ocupar os sentidos de maneira que a fé não faça falta. A mensagem deve evitar temas difíceis. O foco é em pontos morais, sociais e políticos.

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Tive amigos que eram membros de uma igreja cujo pastor eu desconfiava que fosse incrédulo. Perguntando a eles como eram as pregações, descobri que o problema não era o que o pastor dizia, mas o que ele deixava de dizer, os temas que ele evitava, os assuntos que nunca mencionava, como a ressurreição de Cristo, a infalibilidade das Escrituras, a veracidade e confiabilidade da narrativa bíblica, o poder do Espírito para regenerar a natureza humana pecaminosa, a morte vicária de Cristo, a realidade da tentação e a necessidade de resisti-la. Era assim que ele aprendeu a sobreviver, evitando matérias de fé e pregando aquilo que um rabino, um mestre espírita ou líder muçulmano também pregaria, como a honestidade, o amor ao próximo e a necessidade de votar a favor do desarmamento.

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Meu filho de 16 anos ao ler o draft deste post me disse: “Papai, por que alguém gostaria de ser pastor se não tem fé? Não tem uma maneira mais fácil dele ganhar dinheiro?”

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Pois é, pior é que não tem.

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Fonte:Olhar Reformado

2 comentários:

PC@maral disse...

A Paz do Senhor!

Leonardo, é impresionandte como temas como estes proliferam. Não é um fato isoladado, de uma ou de outra igreja, vem tomando proporções gigantescas. Estou lendo um livro IGREJA S. A.
É claro que uma igreja deve, por obrigação e compromisso com Deus, ser bem organizada, mas não podemos deixar que se torne uma empresa visando lucros. Pastores ateus encontram terreno fértil em locais assim. Na verdade não pastoreiam, cumprem horário em seu ministério. Falam apenas o que o povo "deseja ouvir" e não o "que precisa ouvir".

Pastorear, pregar, sem que haja mudança de vida nas pessoas para levá-las ao arrependimento, não é um serviço prestado a Deus, é administrar pessoas para produzir lucros.

Separei este texto para publicar no PC@maral.

Quero agradecer pelo selo. Obrigado pela indicação.

Que Deus continue te abençoando grandemente!

Leonardo Macambira disse...

Amado Paulo Cesar, obrigado por sua participação e edificante comentário.
Já dizia Paulo a Timóteo : "Mas é de grande ganho a piedade com contentamento... "
Estejamos atentos e a orar ao Senhor para que esta situação seja mudada.

Paz!!!